Investimento em Treinamento e Desenvolvimento cresce 21% - WSCOM

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Economia & Negócios

13/07/2018


Investimento em Treinamento e Desenvolvimento cresce 21%

Foto: autor desconhecido.

A constante atualização e qualificação dos profissionais traz ganhos para todos os envolvidos – os funcionários se sentem valorizados e as empresas aumentam sua produtividade. Pensando nessa estratégia e na competitividade do mercado atual, as companhias tem procurado investir no T&D (Treinamento e Desenvolvimento de pessoas) com o intuito de criar ou aperfeiçoar competências do seus colaboradores.

Dados da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), em parceria com a Integração Escola de Negócios, apontaram que a carga horária destinada para a capacitação de profissionais no Brasil aumentou. Em 2015, eram 16,6 horas por funcionário e, em 2016, passou a ser 22 horas. Em 2017, o investimento das empresas continuou constante e em crescimento. Ano passado, foram gastos R$ 788 por colaborador, o que representa um crescimento de 21% em relação ao ano anterior.

Com a pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil produzida pela ABTD foi constatado que a indústria é sempre o setor que mais treina seus colaboradores – o equivalente a 24 horas. As empresas multinacionais treinam 50% a mais do que as empresas nacionais e o setor público o que menos treina –  registrando apenas 15 horas anuais por colaborador.

Entre os principais pontos positivos do T&D, a melhoria no clima organizacional, ou seja, a satisfação do colaborador com o trabalho, é o mais citado por todos os setores das empresas brasileiras. Na sequência, é citado melhoria nos processos, projetos de melhoria e inovação e avaliação de desempenho. Com isso, é possível perceber o quanto a capacitação é importante para a consolidação de uma carreira. Vale lembrar que, além desse treinamento que pode ser feito por iniciativa das empresas, também é possível encontrar outros cursos e especializações, caso o profissional tenha vontade de se atualizar constantemente.

Wladimir Martins, diretor de Gestão do Conhecimento da Associação Brasileira de Recursos Humanos Seccional Bahia (ABRH-BA), explica que é preciso mudar a forma de pensar sobre a essência do treinamento para as pessoas e organizações. “Com a crise econômica, o investimento em treinamento caiu muito mas, atualmente, vejo um novo cenário, onde os investimentos começaram a ser mais significativos. Para o futuro, aposto em um cenário diferenciado, com metodologias e formas inovadoras de treinar e desenvolver pessoas e organizações”, assegurou.

Profissional com mais de vinte anos de carreira, Wladimir é dono da Opus Human, empresa focada em desenvolver metodologias inovadoras de aprendizado em treinamentos. “Trabalho também com ferramentas de análise de perfil comportamental, pois acredito que a pessoa certa, no lugar certo, traz resultados extraordinários”. Segundo ele, os profissionais que procuram por seus treinamentos têm perfis muito variados. “São jovens ávidos por conhecimento e formação, pessoas de meia idade em busca de processos inovadores e líderes que querem ser diferentes na forma de atuação em busca de ascensão de carreira”, contou Martins.

Rosana Afonso é supervisora de Gente e Gestão de uma grande empresa de benefícios que investe em inúmeros treinamentos. “Procuramos promover o crescimento continuo dos nossos colaboradores”. Segundo ela, o T&D é extremamente importante para desenvolver o potencial individual de cada pessoa. “Nós realizamos um treinamento com a Opus Human e trazemos uma proposta de treinamento customizada em relação às necessidade identificadas”, assegurou.

A ideia de fazer o treinamento com a Opus Human surgiu depois de um diagnóstico feito com uma ferramenta de análise de perfil comportamental. Depois disso, a empresa construiu um programa de desenvolvimento de líderes. “A Opus Human tem modelo totalmente inovador para a realização de treinamentos. É um conceito bastante moderno”, avalia Rosana que, depois do treinamento, observou mudanças significativas na equipe. “Os colaboradores se tornaram mais engajados e motivados. Também tivemos uma melhora significativa em termos de produtividade e, principalmente, um ambiente de trabalho mais desenvolvedor”, conclui.