Incêndio em aeroporto de Amsterdã mata 11 pessoas - WSCOM

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Internacional

27/10/2005


Incêndio em aeroporto de Amsterdã

Ao menos 11 pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas na madrugada desta quinta-feira em um incêndio de celas para deportações de imigrantes ilegais e contraventores na Holanda, localizadas no Aeroporto Amsterdam-Schiphol, anunciou em uma entrevista coletiva o prefeito da cidade de Schiphol, Michel Bezuijen.

“Muitos seguranças e policiais figuram entre os feridos”, afirmou o bombeiro Kokki Torenspits, encarregado de filmar a intervenção para apagar o fogo e socorrer as vítimas.

Entre os 15 feridos estão seis detidos, seis policiais, dois agentes de segurança e um oficial encarregado do centro de detenção.

uatro pessoas continuavam hospitalizadas na manhã desta quinta-feira, entre elas uma está em estado grave.

“As 11 pessoas que morreram eram detentos”, afirmou Bezuijen em uma entrevista coletiva junto a autoridades da polícia, bombeiros e oficiais do Ministério da Justiça no aeroporto, que fica a 10 quilômetros de Amsterdã.

O incêndio teve início pouco depois da meia-noite por razões desconhecidas, e só foi apagado às 2h da madrugada (10h desta quarta-feira, no horário de Brasília). Até o momento não está claro o que teria causado o fogo.

As celas do Aeroporto de Amsterdam-Schiphol continham principalmente as chamadas “mulas”, pessoas detidas quando tentam entrar no país com drogas, ou imigrantes que tentaram entrar ilegalmente na Holanda.

Ao menos 350 detidos estavam nas celas na noite desta quarta-feira, incluindo 43 no bloco que pegou fogo, que fica a quatro quilômetros dos terminais do aeroporto internacional.

Após o fim do incêndio, alguns detidos voltaram para as celas e outros foram transferidos para uma prisão vizinha. Os detidos sem ferimentos foram conduzidos a celas intactas ou ao Campo Zeist, perto de Utrecht (centro), após serem fichados. Um terço das celas, o equivalente a cerca de 50 metros do prédio, foi destruído, segundo Torenspits.

O acesso ao aeroporto ficou suspenso até o amanhecer desta quinta-feira para facilitar o acesso de ambulâncias.

Falha

Um dos sobreviventes deu um depoimento à uma rádio local –sem se identificar– dizendo que os guardas “falharam” ao manter os detidos presos mesmo depois que o alarme de incêndio tinha começado a tocar.

Segundo ele, todos os presos “gritavam” para serem libertados, mas não foram atentdidos. Autoridades disseram, entretanto, que os serviços de emergência agiram “rapidamente” logo após o aviso de incêndio.

Um grupo europeu pelos direitos dos prisioneiros, EORG, já afirmou que vai abrir a sua própria investigação.

Fotógrafos da imprensa que estiveram no local contaram que o teto das celas não agüentou, mas as paredes foram pouco afetadas.

or precaução, ao menos um avião estacionado nas imediações do centro foi retirado do local.

Três prisioneiros foram presos ao tentar escapar e o porta-voz da Promotoria disse que não havia como ter certeza ainda se outros tiveram sucesso em possíveis tentativas de fuga.

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