Impeachment de Lula ganha força, diz oposição - WSCOM

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Brasil & Mundo

11/08/2005


Impeachment de Lula ganha força,

As declarações do publicitário Duda Mendonça à CPI dos Correios impulsionaram os ânimos da oposição que passou a defender o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O publicitário admitiu que abriu uma empresa no paraíso fiscal de Bahamas para receber 10 milhões de reais não declarados à Justiça do empresário Marcos Valério de Souza referente à dívida eleitoral do PT de 2002.

Mendonça foi responsável pela campanha de Lula, de Aloizio Mercadante ao Senado, José Genoino ao governo de São Paulo e de Benedita da Silva ao governo do Rio de Janeiro. Duda, no entanto, fez questão de enfatizar que a campanha do presidente Lula foi paga com dinheiro declarado à Justiça.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou que “governo acabou” e reconheceu que o impeachment ganhou força. “O governo não tem condição moral para comandar esse país. O senhor Duda Mendonça assumiu evasão de divisas, sonegação de impostos”, afirmou.

“Eu seria hipócrita se não falasse de impeachment. Toda pessoa racional hoje sabe que as saídas são: impeachment, renúncia ou um pronunciamento do presidente para explicar a nação tudo e tentar se limpar disso, se é que ele pode se limpar”, acrescentou o líder do PSDB.

O prefeito do Rio de Janeiro e vice-presidente do PFL, César Maia, juntou-se ao coro do impeachment, mas disse que o PFL não encabeçará o pedido. “Isso deveria ser feito por uma instância suprapartidária, algum representante da sociedade”, afirmou Maia, em visita à CPI dos Correios. “O processo de impeachment é inevitável e as provas estão colocadas”.

Cesar Maia levantou suspeitas sobre o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Na opinião dele, o fato de haver essas movimentações bancárias das contas de Marcos Valério para contas no exterior, como a de Duda Mendonça, nas Bahamas, sem que o BC tivesse tomado providências ou notificado instituições como o Coaf, tornam Meirelles suspeito.

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