Igrejas evangélicas terão grife de produtos para aumentar receita - WSCOM

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Economia & Negócios

14/10/2005


Igrejas evangélicas terão grife de

Além do dízimo e das ofertas voluntárias dos fiéis, as igrejas evangélicas deverão contar com uma nova fonte de receitas a partir de 2006: o licenciamento de uma grife batizada de Lar Evangélico, que estará presente em produtos que vão de gêneros da cesta básica até brinquedos.

Para incentivar o consumo desses produtos, as igrejas evangélicas vão receber metade dos lucros líquidos obtidos com os royalties do licenciamento da marca. As embalagens dos produtos trarão selos que deverão ser recortados pelos fiéis e depois levados às igrejas. A contagem desses selos vai determinar o total de royalties que caberá a cada entidade evangélica cadastrada.

Doze empresas já estão licenciadas para produzir mais de 1.200 itens com o nome Lar Evangélico. A marca é de propriedade da Stone Tree, empresa que organiza o projeto.

A partir de novembro, a campanha institucional da nova marca vai chegar aos meios de comunicação, principalmente em programas evangélicos de TV e rádios voltadas para esse público. Os primeiros produtos, no entanto, só chegam às gôndolas dos supermercados em janeiro, segundo o proprietário da marca, Ricardo Barbosa Lima.

O proprietário da marca, Ricardo Barbosa Lima, e o sócio e diretor da Marcas Licenciamentos e Marketing (empresa que irá gerir em conjunto com a Stone Tree o projeto da nova marca), José da Rocha Neto, apostam também no potencial do mercado consumidor entre os evangélicos: pesquisas realizadas pela Stone Tree nos últimos três anos mostram que o Brasil tem mais de 40 milhões de evangélicos e que a qualidade de vida desses fiéis tem crescido rapidamente.

A última estimativa do número de evangélicos no país –feita em 2000 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)– já contava pelo menos 26,2 milhões de pessoas, correspondente a 15,41% da população brasileira até então distribuídas em ao menos 17 denominações evangélicas.

Neto disse que diversas lideranças evangélicas foram convidadas a participar do negócio, mas que a Assembléia de Deus, que responde por cerca de 60% desses fiéis, deve ser o principal mercado.

A estrutura preparada por Lima para o lançamento da nova marca também deverá contar com um “call center” para atender os consumidores dos produtos da marca. Lima avalia que apenas na Grande São paulo haja entre 15 mil e 18 mil igrejas evangélicas. Ele disse que a proposta da nova marca foi bem recebida entre os líderes das principais denominações evangélicas.

O pastor da igreja Assembléia de Deus, Jabes Alencar, lembra o cunho social do projeto. “A gente vê pela estrutura do projeto que ele não tem somente esse interesse financeiro, o que é muito justo. É lindo ver nesse projeto esse lado social, de retorno para a própria igreja”, disse Alencar.