Igreja apronta Cartilha para combater candidatos corruptos em 2006, revela D. Al - WSCOM

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Paraíba

24/03/2006


Igreja apronta Cartilha para combater

EXCLUSIVO – Depois de dez dias ‘trancado’ em rotina de trabalho na CNBB, em Brasília, o arcebispo da Paraíba,. D. Aldo Pagotto, concluiu a Cartilha que a Igreja Católica lançará nos próximos dias, ao lado da OAB Nacional, expondo os pontos de uma campanha para combater os candidatos corruptos nas eleições deste ano. Em entrevista ao WSCOM Online, hoje, o líder religioso sentenciou: “quem vende seu voto recebe muito mais do que propriamente vale”.

Decidida a mobilizar toda a sociedade, a Igreja Católica vai expor na Cartilha coordenada/elaborada por Dom Aldo o papel das instituições públicas como Executivo, Judiciário, Legislativo, Ministério Público, etc, da mesma forma que tratará minuciosamente do papel do Presidente, Governador, Senador, deputados, sob o argumento de que a sociedade, na sua maioria, desconhece a distinção de funções.

– Lamentavelmente, constatamos que muitos não sabem o papel das instituições e dos cargos em disputa nas eleições como um todo – explicou D. Aldo acrescentando que a Cartilha provocará ainda os candidatos a expor o que pensam e o que defendem para o desenvolvimento sustentável com justiça social.

Essência – Como introdução, a Cartilha terá como “grande objetivo o questionamento do modelo econômico, onde concentra oportunidades e renda, bem como impede o desenvolvimento sustentável”.

Segundo o arcebispo, o documento ainda trata de desafios e esperança colocando pormenorizadamente as questões do desemprego, serviços públicos básicos, a exemplo da saúde, educação, geração de ocupação e renda, segurança, violência.

Lembrando as organizações de determinados grupos, a partir mesmo dos movimentos populares, a Cartilha enseja nutro capitulo mais longo 6 sugestões – propostas relativas aos ‘desafios.

Conceito – Ao Portal, Dom Aldo explicou que “há ainda um pequeno conjunto de princípios éticos de doutrina social da Igreja, tanto que citamos o Papa Bento XVI quando diz que a fé e a política têm tudo a ver por se tratarem de valores éticos encarnadas nas políticas públicas”.

A partir de dessa doutrina, a Cartilha coloca critérios para candidatos e partidos focando criticas aos partidos de aluguel, compra de votos, corrupção, etc.

Caso Paraíba – Avisando antecipadamente que vai procurar todos os candidatos e deles cobrar perfil e plataforma condizente com os tempos atuais, dom Aldo disse que não poupará os candidatos picaretas, do tipo que nunca apresentaram proposta nenhuma à sociedade, compram de voto e abastecem a corrupção.

– A Cartilha elaborada por nós será apresentada oportunamente em evento nacional, em Brasília, conjuntamente com a OAB, mas vamos fazer uma abordagem especifica para a Paraíba, onde atuaremos com organismos do combate à corrupção, a exemplo do Focco e os movimentos populares, portanto, esperamos que a sociedade desperte para banir os maus políticos de nossa representação popular – completou.Mas do que fé, necessidade
Por Walter Santos

Brasília – Desde quando criança, de calças curtas, no bairro da Torre, que ouço da Igreja Católica doutrinas fundamentais na construção de etapas continuadas da sociedade. Era tempo em que Maria Júlia (in memorian) – mãe de vida, fé e ensinamentos sofria ‘o pão que o diabo amassou’ para educar a mim, Duda e Alaíde.

Na Igreja São Gonçalo, lembro dos padres holandeses – especialmente um ruivo alto, de fala mansa, mas cortante, chamado Padre Miguel– mostrando a velhos e novos que Deus só se completa quando cada um faz a sua parte no mosaico social.

Não vale fazer –se ‘ouvido de mercador’, sabedor das doutrinas alheias – mesmo profundas – quando não se exercita no gesto simples da vida tudo o que Deus e a Igreja professam como verdade a ser disseminada na busca de justiça social. Tem que fazer.

Logo cedo, convivendo na pele com a desigualdade social, o roncar da barriga em meio aos anseios de transformar a vida em crescimento coletivo,- para mim e os colegas de pobreza – pude entender no inicio da vida que só com a educação, a consciência da fé e o engajamento nas lutas de transformação social é que seremos menos sofridos que a mãe primeira África.

É desse tempo que remonta na memória um pouco do que a Igreja Católica novamente, agora, provoca e oferece aos cristãos – ou não – mais uma oportunidade de todos exercitarem a fé e a mudança por um gesto simples, mas fundamental, chamado o voto.

Não se trata de adotar a Inquisição – como nódoa histórica da própria Igreja Católica – pela discordância radical e da intolerância, mas a faxina que se faz indispensável em qualquer lar, pobre ou granfino, quando no uso da higiene tiramos do caminho todo tipo de lixo.

A campanha eleitoral que se avizinha serve exatamente para esse exercício patriótico, singelo, mas indispensável para que tenhamos uma classe política comprometida com o crescimento coletivo, a diminuição da desigualdade social e o avanço na direção da cidadania.

Chega dos que usurpam de boa índole e transformam a representação politica em forma particular dirigada a poucos – para gerar fortunas e patrimônio desviados da santa fé brasileira/paraibana.

Agora, não depende mais de Deus – que sempre está a ensinar sua parte – mas de cada um, no singelo gesto de votar. Se é assim vamos ver onde vai chegar a campanha que, na Paraíba, tem como líder o Arcebispo Dom Aldo Pagotto – o famoso cri-cri dos corruptos.

Faxina neles!

Última

“Não adianta ir à Igreja/

rezar e fazer tudo errado …”

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