Heloísa Helena diz que não vai ‘servir de joguete para nenhum lado na disputa po - WSCOM

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Política

26/03/2006


Heloísa Helena diz que não

A senadora Heloisa Helena (PSOL/AL) está em João Pessoa neste fim de semana participando do 1º Encontro de Marketing Político (Empol). Na tarde deste sábado, 25, ela concedeu entrevista coletiva na qual garantiu que ‘não vai servir de joguete’ para nenhum dos lados na disputa política local, até por que enxerga uma grande disparidade ideológica e programática entre ela e as representações paraibanas no senado.

“Prefiro nem saber como Ney Suassuna, Efrain Moraes e José Maranhão estão atuando no campo eleitoral. Atuaremos como temos que atuar, pois há um abismo ideológico e programático imenso entre nós”, explica a senadora.

No âmbito nacional ela considera ruim o que denominou ‘a farsa da polarização entre neo-liberais do PMDB e do PSDB’, mas vê com naturalidade as expectativas em cima dessas candidaturas, já que são fortes e com muitas articulações por todo o Brasil.

“Vejo com serenidade essas candidaturas, mas não nos dobraremos a elas, até porque o PSOL apresentará programa alternativo por entender que não podemos ficar fingindo estarrecimento ante o falso dilema dos neoliberais do PT e PSDB e muito menos da falsa polarização entre crimes patrocinados pela administração pública no passado e no presente”, explica.

Ela disse ainda que a disputa para partidos pequenos e com postura semelhante ao do PSOL está mais difícil na ‘era Lula’ do que na ‘era FHC’ e enumera os motivos para tão pouco otimismo no próximo pleito.

“Temos uma disputa no imaginário popular. Concorremos com uma estrutura de financiamento militante, contra estruturas com forças políticas regionais muito poderosas, sem tempo de TV definido e ainda tem a experiência do governo Lula que legitimou o projeto neoliberal e criou muita dificuldade pra gente”.

Verticalização

Segundo a senadora a verticalização não atinge o seu partido, isso porque não pretende definir a política de alianças através da contabilização de votos (o que chamou de matemática eleitoralista) e sim com base numa tática eleitoral coerente através da semelhança entre as propostas administrativas.

“Com ou sem verticalização a situação do PSOL já estava definida. Iremos no congresso eleitoral definir todas as candidaturas em todo os estados”, diz.

Ela explica que a esquerda é muito ampla para alianças e que é ilusão achar que a no Brasil ela começa com o PT e termina com o PSOL. ‘Não somos os donos da verdade e vamos verificar qual o melhor nome, mas o partido não se vende para se lambuzar no banquete farto do poder”,afirma.

CPIs

Para a senadora a CPI dos Correios, bem como todas as outras que estão as vésperas de se encerrar, deixaram mais dúvidas que esclarecimentos no ar.

“Infelizmente na CPI dos Correios o governo jogou com todas as suas forças para garantir a promiscuidade entre o Congresso Nacional e setores do judiciário”.

Dentre os fatos mais marcantes das CPIs ela destacou uma situação que considerou vergonhosa: o último depoimento de Duda Mendonça.

Mas ela garantiu que não pretende deixar o país sem as devidas respostas e todas as denúncias que não forem investigadas nas CPI dos Correios serão encaminhadas as comissões de fiscalização e controle das duas casas legislativas. “Vocês acompanharam que ele foi depor na CÌ e se negou até a dizer o nome dos filhos”, lembra indignada.

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