Haddad diz que detector de metal não vai resolver violência nas escolas - WSCOM

menu

Educação

14/04/2011


'Detector não vai resolver violência'

Haddad

Foto: autor desconhecido.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou em entrevista coletiva, nesta quarta-feira (13), que a instalação de detectores de metais não vai resolver o problema da violência nas escolas públicas. Também não vai prevenir casos como o massacre ocorrido na escola Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, onde 12 crianças foram mortas e outras 12 foram feridas.

– Não acho que é esse o caminho. A violência precisa ser combatida com valorização dos professores e outras medidas preventivas.

O ministro fez menção à discriminação que os alunos de escola pública sentiriam se tivessem que passar todos os dias por aparelhos detectores de metal.

É apenas quando as instituições de ensino abrem as portas para a comunidade local e as famílias que todos se sentem plenamente integrados, na opinião de Haddad. Ele enfatizou as medidas contidas no PNE (Plano Nacional de Educação), projeto que está aguardando aprovação no Congresso Nacional.

– Diminuímos o número de metas, de mais de 200 para apenas 20. Isso torna o projeto mais realista. Acredito que, de todos os objetivos, quatro são muito importantes, por dialogar com a sociedade. Elas propõem a valorização da carreira docente, melhores condições e melhor remuneração para os professores.

Estágio para alunos do ProUni

Um acordo do MEC (Ministério da Educação) com a Secretaria da Educação de São Paulo vai criar um programa de estágio para alunos vinculados ao ProUni (Programa Universidade para Todos) no Estado.

Eles poderão fazer estágio em escolas públicas de ensino médio (equivalente ao segundo grau) e fundamental (equivalente ao primeiro grau) em todo o território paulista, como auxiliares de professores.

O estágio vai ser voltado para universitários que fazem cursos de licenciatura, como letras, geografia, história e pedagogia, segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad.

A ideia foi apresentada ao ministro pelo secretário paulista, Herman Voorwald. Cada estagiário terá um professor de escola pública como orientador.

O salário pago ao aluno do ProUni será equivalente ao Pibid (Programa de Bolsa de Iniciação à Docência), afirma Haddad. Hoje, o benefício é de R$ 400.

Notícias relacionadas