Haddad: 'derrotar Bolsonaro nas urnas é um passo civilizatório para o país' - WSCOM

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Política

27/09/2018


Haddad: ‘derrotar Bolsonaro nas urnas é um passo civilizatório para o país’

Foto: autor desconhecido.

O candidato à presidência Fernando Haddad (PT) se encontrou com artistas em São Paulo e defendeu a luta contra Bolsonaro como um passo civilizatório para o país: “não tem como se desenvolver do ponto de vista institucional sem passar por alguns partos”. Depois de tocar violão e cantar, Haddad acrescentou: “as nações que chegaram ao desenvolvimento, que a gente respeita, passaram por momentos tão dramáticos quanto o que nós estamos passando agora”.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo relata alguns momentos importantes do encontro e destaca as declarações de Fernando Haddad: “se a gente vencer essa etapa, nós vamos olhar para trás e, ao invés de acusar aqueles que querem votar no Bolsonaro e tudo o mais, vamos compreender que é uma parte de um sentimento que se expressou dessa maneira, como uma febre alta, mas que foi importante em determinado momento para a gente pensar que tem uma coisa errada com esse organismo aqui e vamos cuidar dele porque é muito importante para nós”.

Haddad foi recebido na casa da marchand e figurinista Regina Boni logo após o debate do SBT, Folha e UOL. Estavam presentes artistas como Odair José, Monique Gardenberg e Felipe Cordeiro. Regina Boni disse: “ele é muito humano, tem ótima interlocução”.

Ao final do encontro, o compositor Francis Hime tocou “Vai Passar”, de Chico Buarque, ao piano, acompanhado pelo público, que também cantou. Depois, Hime puxou o coro de “ole, ole, olá, Lula, Lula” e outras canções.

Haddad também tocou violão e mostrou-se otimista: “a política é sempre muito complicada, tem certos protocolos difíceis de romper, mas talvez depois de quatro anos de sofrimento, exista um ambiente para superar essa fase que chamam de polarização”.

O ex-prefeito continuou: “o Brasil está preparado para essa superação, sobretudo se essa ameaça que paira no ar não for compreendida como uma ameaça propriamente dita, mas como um alerta. Não tenho medo do futuro, nenhum, acho que o Brasil vai superar.”

Brasil 247

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