Haddad chama Bolsonaro de 'destrambelhado' que acha que 'tudo é possível' - WSCOM

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Política

01/03/2019


Haddad chama Bolsonaro de ‘destrambelhado’ que acha que ‘tudo é possível’

© REUTERS - Fernando Haddad

 Para o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), o presidente Jair Bolsonaro vem mostrando ser uma “uma pessoa destrambelhada” que dá mostras de que “tudo é possível” em seu governo”. A declaração vem na esteira do anúncio feito por Bolsonaro de que pretende criar uma espécie de operação Lava Jato no Ministério da Educação, pasta que já foi comandada por Haddad. A suspeita é que o fato seja usado politicamente para atingir o PT e também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantido como preso político em Curitiba.

Em entrevista à revista Época, Haddad ressaltou que “os órgãos de controle na administração pública foram muito fortalecidos na época do presidente Lula, sobretudo a Controladoria Geral da União (CGU). Agora sempre é bom passar os programas em revista porque são programas muito grandes, com uma escala inédita. Era tudo muito grande na era Lula. Você vai poder calibrar, aperfeiçoar os controles. Se há indício de má conduta, eu não saberia dizer”. Sobre um possível uso político para atingir o PT ele foi enfático: “em se tratando do Bolsonaro tudo é possível. É uma pessoa destrambelhada”.

Haddad também criticou o atual ministro da educação, Ricardo Vélez Rodrigues, ao observar que “ele não é uma pessoa da área, uma pessoa sem reconhecimento nenhum. Acho que essas trapalhadas se devem a isso. A entrevista agredindo os brasileiros (“o brasileiro viajando é um canibal”, disse Vélez) e agora esse e-mail pedindo para ser lida uma carta para os estudantes com o slogan do Bolsonaro são tão fora da realidade… Só se explica pela completa falta de familiaridade com a filosofia da educação, com os conceitos básicos. Todos os ministérios estão com dificuldade, mas eu diria que o da Educação é o que inspira mais preocupação”.

Para Haddad, o retorno à uma agenda política intensa após o fim da eleição foi necessária para saber, in loco, “o que estava acontecendo com a ascensão da extrema direita”. “Agora, comecei a rodar o país. Já fui a Fortaleza e no final de março devo fazer um novo giro. Estou participando do debate público. Pelas redes sociais, eu me manifesto praticamente sobre todos os temas”, disse.

Na entrevista ele também descartou que tenha a intenção de disputar a prefeitura da São Paulo no próximo pleito. “O que o Lula falou para mim numa conversa na nossa última reunião antes da minha procuração de advogado ser cassada pela juíza, foi: acho que nós temos dois nomes para prefeitura de São Paulo, o seu e o do Aloizio Mercadante. Isso é real. O resto é fantasia”, destacou. “
“Minha resposta foi: que bom que nós temos dois nomes. Porque eu passei por três eleições praticamente seguidas. O Aloizio é um grande nome. Eu não tenho essa intenção”, afirmou.

Leia a íntegra da entrevista.

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