Grupos folclóricos dão o tom do São João 'Celebrando a Cultura Popular' - WSCOM

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Entretenimento

10/06/2006


Grupos folclóricos dão o tom

A programação oficial do ‘São João de João Pessoa, o melhor da gente’ de 23 a 29 deste mês, novamente dará ênfase à cultura popular regional. Tendo como local o Centro Histórico, as atividades programadas pela Prefeitura Municipal, através da Fundação de Cultura de João Pessoa (Funjope), prevêem apresentação de quadrilhas juninas e mostras de rabeca, de pífanos e de folguedos populares (reisado, cirandas, barcas, côco de roda, embolada) e feira de artesanato.

Os eventos dessa parte da programação – que ainda prevê shows musicais na Praça Antenor Navarro e o ‘Arraial do Varadouro’, no Conventinho – sempre ocorrerão a partir das 19h00, no Largo de São Frei Pedro Gonçalves. Nessa área se apresentarão artistas e grupos com o que há de mais autêntico nos ritmos musicais da Paraíba e do Nordeste. Este ano, o São João da Capital tem o tema ‘Celebrando a Cultura Popular’ é patrocinado pela Eletrobrás.

A abertura está prevista para o dia 23, uma sexta-feira, com apresentação do rabequeiro Geraldo Idalino, do reisado de Cajazeiras e Reis do Congo. O trio de forró do sanfoneiro Danda se apresenta a partir das 24h00, promovendo o arrasta-pé para os amantes do forró pé-de-serra.

No sábado, 24, será a vez do rabequeiro José Hermínio mostrar o seu talento. Na programação, consta também uma roda de ciranda conduzida pela já conhecida cirandeira ‘Vó Mera’, do bairro do Rangel. A noite será encerrada já na madrugada do domingo, ao som do trio de forró comandado pelo sanfoneiro Valentino.

No domingo à noite, 25, se apresentará a Barca de Mandacaru, o rabequeiro Waldemar de Oliveira, como parte da mostra de rabeca. Por último, se apresenta o forrozeiro João Jaguaribe, bem conhecido na região, tendo participado de diversos festivais do gênero.

A segunda-feira, 26, será animada com a ‘Ciranda do Sol’, do mestre Mané Baixinho, e ainda terá o início da mostra de pífano com o músico Bebé de Natércio. O programa da noite ainda reserva o forró do trio Kentura Nordestina.

Na terça-feira, 27, será a vez da banda de pífanos Cabaçal, de Zé Pretinho, da cidade de Tavares, animar a noite. Em seguida vem o Coco de Embolada com Curió de Bela Rosa e Barra Mansa, e, para encerrar, um animado arrastapé ao som do trio Tropicais do Forró, do bairro Ernani Sátiro.

A noite da quarta-feira, 28, começa com a mostra de pífano e contará com a banda Cabaçal São Sebastião, do sítio Antas, além da apresentação da Barca de cabedelo e do trio Forrofiano.

O encerramento do São João na noite do dia 29, trará aos moradores e visitantes da cidade o Coco de Roda do Mestre Benedito, cuja banda é conduzida pela sua filha, a Mestra Têca. O trio de forró Cheiro de Nordeste animará a festa até o final da noite.

Mostra de rabecas – A Mostra de rabeca será uma das grandes atrações dos festejos juninos, por exibir canções executadas por mestres como José Hermínio, da cidade de Várzea Nova, Waldemar de Oliveira e Geraldo Idalino, considerado pelos amantes desta vertente musical como um dos maiores rabequeiros do Brasil, ao lado de ícones como Nelson da Rabeca e Mestre Salustiano.

A rabeca, que surgiu antes do violino, mas tem um timbre mais baixo, originou-se entre os povos da África do Norte, Oriente Médio e Ásia Central, por volta do século IX. Chegou ao Brasil trazida pelos portugueses durante a colonização e tornou-se bastante popular, principalmente nas comunidades rurais e nas pequenas cidades interioranas, onde esta tradição é mantida até os dias de hoje.

Mostra de Pífanos – As bandas cabaçais, características do Nordeste brasileiro, são herança da musicalidade dos índios Cariris. Segundo Pablo Costa, a referência mais remota encontra-se em George Gardner (1938), que assegura a origem desses grupos ser da época da colçonização brasileira.

A Mostra de Pífanos terá início na segunda-feira, 26, com apresentação do instrumentista e poeta paraibano Bebé de Natércio, já bastante conhecido em todo o estado pela autenticidade da sua música e o seu jeito sertanejo de cantar e fazer poesia.

Também participará da mostra a banda cabaçal de Zé Pretinho, de Tavares, na Serra de Teixeira, onde toca todos os anos, na ocasião da Festa de São Miguel, padroeiro da cidade. A banda, que se apresenta na terça-feira, 27, foi fundada em 1971 e atualmente é formada por um grupo de garis da cidade. A mostra será encerrada na quarta-feira, 28, com a apresentação da Banda Cabaçal São Sebastião, do sítio Antas, município de São José de Piranhas.

As bandas cabaçais de ‘Zé Pretinho’ e ‘São Sebastião’ fazem parte do Projeto Cabaçal ‘Os Pifeiros do Sertão da Paraíba’, ligado ao Núcleo de Extensão Cultural da Universidade Estadual de Campina Grande (UFCG), campus de Cajazeiras-PB. O projeto foi criado em 2001, através do Programa de Bolsas de Extensão da UFPB/PRAC, com objetivo de mapear as bandas cabaçais do Alto Sertão Paraibano.

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