Gripe aviária mata mais uma pessoa na Tailândia - WSCOM

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Internacional

20/10/2005


Gripe aviária mata mais uma

Um homem morreu de gripe aviária na Tailândia, elevando o número de vítimas fatais da doença no país para 13, disse o primeiro-ministro tailandês, Thaksin Shinawatra, nesta quinta-feira.

Segundo Shinawatra, a vítima, de 48 anos, era um fazendeiro da província de Kanchanaburi, a oeste da capital, Bangcoc, que cozinhou e comeu um frango infectado. Seu filho, de sete anos, está hospitalizado com sintomas de gripe.

Vários países na Europa e na Ásia registraram casos de infecção pelo vírus letal H5N1, que causa a gripe aviária, nas últimas semanas.

Testes preliminares indicam que a gripe aviária causada pelo vírus H5N1, a variedade que causa o mal que pode ser fatal para seres humanos, chegou à Rússia européia, a oeste dos Montes Urais.

Segundo laboratórios russos, o vírus foi encontrado em pássaros na cidade de Tula, cerca de 220 km ao sul de Moscou. A doença já havia sido registrada na Sibéria.

Nesta semana, outros países europeus e asiáticos registraram casos da doença, aumentando o medo de que o vírus atinja humanos na região.

As autoridades chinesas anunciaram na quarta-feira que cerca de 2,6 mil aves já morreram em conseqüência da doença em uma fazenda no interior da vizinha Mongólia, mas, aparentemente, não houve vítimas humanas.

Na Alemanha, as autoridades ordenaram que todas as aves sejam mantidas abrigadas como precaução.

A Hungria anunciou que testes preliminares com uma nova vacina que proteger humanos e os animais contra o vírus mostraram resultados promissores. A Grã-Bretanha e os Estados Unidos estão entre os outros países que também pesquisam uma vacina.

Migração

A ONU alertou que os últimos casos aumentam as possibilidades de que o vírus letal chegue à África e ao Oriente Médio, que estão na rota de migração dos pássaros.

Testes em um laboratório britânico confirmaram na quarta-feira mais um foco da gripe aviária na Romênia, no povoado de Maliuc, depois de terem sido registrados casos em Ceamurlia de Jos, no delta do rio Danúbio.

Os dois vilarejos estão em quarentena e as aves da região foram sacrificadas.

Pelo menos 60 pessoas já morreram na Ásia depois de contrair o vírus H5N1 no contato com aves, mas cientistas afirmam que a doença não é transmissível entre humanos.

Especialistas, no entanto, temem que o vírus sofra mutações, se torne altamente contagioso e leve a uma pandemia mundial.

A União Européia começou dois dias de exercícios para testar a preparação dos países do bloco para lidar com uma crise no setor de saúde.

O bloco afirma que o exercício foi planejado há 18 meses, antes dos novos casos.

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