Gripe A: Enfermeira tem alta e mais dois pacientes estão sendo acompanhados com - WSCOM

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Paraíba

19/07/2009


Gripe A: Enfermeira tem alta

A enfermeira de 23 anos, que estava internada A no Hospital Universitário Alcides Carneiro em Campina Grande, com suspeita de estar contaminada com o vírus H1N1, teve alta hospitalar e vai aguardar o resultado do exame de isolamento viral em casa. A Secretaria da Saúde (SES) notificou mais dois casos suspeitos e os pacientes serão acompanhados, porque, além dos sintomas gripais, um deles tem imunodepressão (se enquadrando no grupo de risco) e o outro uma doença respiratória aguda grave.

A gerente de Resposta Rápida da SES, Diana Pinto, informou que a primeira paciente é uma analista judiciária de 39 anos, moradora de João Pessoa, que foi atendida em um hospital particular da cidade nesta sexta-feira e encaminhada ao Hospital Universitário Lauro Wanderley. “Ela não teve contatos com pessoas doentes ou suspeitas de estarem com influenza A, mas como relatou que sofria de uma imunodepressão e apresentou febre, dor na garganta e dores musculares (sintomas iniciados no dia 11), foi coletada a amostra de secreção dela e recomendado o isolamento hospitalar, mas a paciente não quis se internar”, explicou.

O outro paciente é um pedreiro de 25 anos, morador do município de Tavares. Ele começou a sentir síndrome gripal (febre, tosse, calafrio, conjuntivite e cefaléia), no dia 15 e foi diagnosticado uma pneumonia. “Vamos acompanhá-lo porque ele é um paciente com DRAG e o novo protocolo do Ministério da Saúde diz que devemos dar assistência a esse doente, independente do vírus de gripe que ele tenha. A amostra para o exame deve ser coletado neste sábado e encaminhado ao Instituto Evandro Chagas, juntamente com o outro caso, na próxima segunda-feira”, disse Diana Pinto.

A gerente de Resposta Rápida lembrou que nem todo caso grave de gripe é influenza A (H1N1) e que qualquer gripe pode matar, se ela for fator de risco para complicações. Por isso, todas as pessoas que tiverem gripe (que é diferente de um resfriado) devem procurar uma unidade de saúde mais próxima para ser avaliado por um médico.

Os casos de risco ou de DRAG devem ser encaminhados aos HUs de Campina Grande ou João Pessoa. São considerados pacientes do grupo de risco crianças menores de 2 anos, idosos com mais de 60 anos, gestantes, imunodepressivos, hemoglobinopatas, diabéticos e pessoas com doenças cardíaca, pulmonar ou renal crônica. O paciente com doença respiratória aguda grave aquele que apresenta febre, tosse ou dor na garganta, com dispnéia (dificuldade para respirar) ou quadro de pneumonia

Casos de gripe A – Desde o surgimento da nova gripe, a SES notificou 21 suspeitas, sendo que cinco foram confirmadas, 13 descartadas e três estão em investigação.

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