Greve na UFPB: paralisação deve durar até primeira semana de setembro - WSCOM

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Paraíba

24/08/2005


Greve na UFPB: paralisação deve

Os servidores da Universidade Federal da Paraíba estão reunidos em assembléia no Centro de Vivencia desde as 10h para discutir o movimento de greve que teve inicio na semana passada e, segundo os servidores, deve durar até a primeira semana de setembro.

De acordo com Mariane Oliveira e Silva, diretora da Fasubra (Federação dos Servidores em Universidades do Brasil) o MEC enviou um oficio ao comando de greve no qual prometeu disponibilizar para as reivindicações entre R$ 250 e 300 milhões, o que na sua opinião já foi um avanço, “na última rodada de negociações só prometeram R$ 250 milhões, agora já admitem até R$ 300”, declarou ela.

Ainda no oficio, o MEC vai disponibilizar mais R$ 100 milhões para o VBC (Vencimento Básico Complementar), uma das reivindicações dos grevistas. Segundo a diretora da Fasubra, havia um acordo com Ministério da Educação para a não deflagração da greve até setembro, mas durante a última mesa de negociação – realizada no dia 02 de agosto – o novo ministro se mostrou muito tímido o que causou a desconfiança dos servidores que decidiram na última assembléia aprovar o indicativo de greve.

“O novo ministro se mostrou muito tímido nas negociações e sobre nosso plano de saúde que estava previsto o início do segundo semestre foi adiado para janeiro de 2006, o que provocou o desencadeamento da greve”, disse Mariane.

Mesmo admitindo um avanço nas negociações com a chegada do oficio enviado pelo MEC e com uma sugestão do Comando Nacional da Greve de suspender a paralisação, Mariane disse que não a chances dos servidores voltarem ao trabalho antes da primeira semana de setembro.Hospital Universitário

Sobre o atendimento no Hospital Universitário, setor mais prejudicado pela greve, Mariane garantiu que o atendimento essencial está sendo mantido e quando os servidores retornarem ao trabalho todas as consultas que deixaram de ser realizada serão remarcadas.

Atendimentos

Os atendimentos ambulatoriais foram mantidos, mesmo com a greve, a pacientes com hanseniese, tuberculose, diabetes e portadores do vírus HIV.

Serviços

Os serviços de lavanderia, refeição e outros necessários para atender a pessoas que estão internadas também foram mantidos.Docentes

A presidente da ADUF (Associação dos Docentes da UFPB), Cida Ramos, também informou ao WSCOM Online, que será realizada amanhã, às 9h, uma assembléia para discutir indicativo de greve para o próximo dia 30.

De acordo com Cida, as chances dos professores também entrarem em greve são muitas, “esperamos que o governo tenha sensibilidade para evitar a greve, mas acho inevitável a paralisação”, declarou.

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