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Internacional

22/03/2018


Greve geral na França tem paralisação de serviços públicos e manifestações

Esta é a segunda jornada de greve e mobilizações que o presidente francês, Emmanuel Macron, enfrenta. Foram convocadas cerca de 180 manifestações por todo o país para denunciar suas políticas "liberais e de austeridade"

Foto: autor desconhecido.

A jornada de greve e manifestações convocada para hoje (22) na França por vários sindicatos de funcionários do governo e da companhia ferroviária estatal impactou os transportes e parte dos serviços públicos. A informação é da agência EFE.

Esta é a segunda jornada de greve e mobilizações que o presidente francês, Emmanuel Macron, enfrenta. Foram convocadas cerca de 180 manifestações por todo o país para denunciar suas políticas “liberais e de austeridade”.

Devido à previsão de greve entre os controladores aéreos, a Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) pediu às companhias que reduzam nesta quinta-feira o seu programa de voos em 30% nos três aeroportos no entorno de Paris: Charles de Gaulle, Orly e Beauvais. A greve dos controladores começou às 5h e termina às 23h locais (entre 1h e 19h em Brasília) e afeta outros aeroportos franceses.

A Sociedade Nacional de Ferrovias (SNCF, na sigla em francês) teve de limitar em 40% a circulação dos trens de alta velocidade, em 25% a dos de longa distância, em 50% a dos regionais, em 30% a da região metropolitana de Paris e em 75% a dos internacionais.

Segundo um dos principais sindicatos de professores, nas escolas a greve será particularmente notada no ensino primário, pois um quarto dos professores aderiu.

O dia de mobilização, que segundo uma pesquisa do instituto Odoxa é considerado justo para 55% dos franceses, acontece depois das manifestações do último dia 15, quando milhares de aposentados protestaram pela perda de poder aquisitivo de suas pensões.

O governo, por sua vez, já disse que não tem intenção de voltar atrás em suas reformas.

O líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, lamentou, em entrevista à emissora BFMTV, que fosse preciso chegar a este ponto: “o povo vai sofrer, vai perder dias de trabalho para defender o serviço público. E tudo por quê? Porque Macron decide aplicar o roteiro da Comissão Europeia”.

O secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho, Philippe Martínez, denunciou na emissora France Info que enquanto “dizem que só há um caminho para colocar o país em ordem, o que propõem os funcionários, os trabalhadores ferroviários, são soluções diferentes das do governo”. “Os funcionários defendem uma ideia do serviço público que é a originalidade do nosso país”, acrescentou.