Greve da Saúde: Cássio quer diálogo, mas descarta compatibilidade entre regimes - WSCOM

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Paraíba

24/07/2007


Greve da Saúde: Cássio quer

O governador Cássio Cunha Lima ao comentar sobre a greve dos servidores da Saúde, anunciada para próxima segunda-feira, 30, declarou que os regimes estatutários – dos atuais servidores – e o vínculo trabalhista regulamentado pela CLT – que deve gerir os novos contratos – são incompatíveis. Cássio afirmou que a reivindicação do aumento, feita pelos profissionais estatutários, não possui respaldo financeiro do Governo Estadual.

“A reivindicação padece de sustentabilidade econômica. Caso a pretensão fosse atendida, é de R$ 14 milhões por mês – o que é completamente fora de qualquer possibilidade de atendimento da parte do Governo Estadual. Vamos continuar dialogando para evitar o impasse no que diz respeito à atenção a Saúde no Estado”, argumentou.

O governador explicou que o novo concurso adotou um modelo proposto pelo ministro José Gomes Temporão, elaborado sob a Consolidação de Leis Trabalhistas (CLT). Cássio disse que nada impede a realização de um concurso no novo regime por parte dos estatutários.

“Não há nenhum impedimento de quem seja estatutário do estado fazer o concurso e ser regido por esse novo modelo de emprego público pela CLT. Vamos manter a negociação, eu acho que está faltando um pouco de esclarecimento no que diz respeito dos funcionários que são estatutários também de fazer um concurso. O estado opta por um novo modelo de trabalho”, ressaltou.

O governo já havia proposto na última segunda-feira, 23, um aumento de 3,5% aos servidores estatutários, mas a proposta foi negada em assembléia – culminando no na´ncio da greve.

“A proposta é humilhante. Um aumento sobre o piso dos atuais servidores, que é de R$ 525, é quase nada. Já o salário inicial anunciado no concurso é de R$ 3.202. Nós queremos uma revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração e a equiparação dos salários”, afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba, Demir Rodrigues.

Mesmo descartando a equiparação dos pisos, Cássio disse que está aberto ao diálogo. O secretário da Saúde, Geraldo Almeida, informou que até o momento não foi comunicado oficialmente sobre a rejeição da proposta e aguarda ainda nova reunião com os sindicatos.

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