Governo rebate Maranhão e reafirma déficit; Luzemar diz que desafio para provar - WSCOM

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Política

04/04/2011


Governo rebate JM e reafirma déficit

Números

Foto: autor desconhecido.

O chefe da Controladoria Geral do Estado, Luzemar Martins, e a secretária de Finanças, Aracilba Rocha, concederam entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, 4, para rebater as informações do ex-governador José Maranhão (PMDB) que apresentou o balancete do governo do estado na manhã de hoje e rebateu denuncias de que teria deixado o estado endividado.

Maranhão afirmou que deixou mais de R$ 600 milhões em caixa, mas Luzemar rebateu e disse que na verdade o governou assumiu com um déficit financeiro de R$ 123 milhões.

Sobre o desafio proposto por Maranhão ao governo para provar que o peemedebista deixou o estado quebrado, Martins classificou a proposta como bravata e disse que não precisa de desafio.

“Não precisa de desafio, de bravata, só precisa que leia o balanço inteiro, o ativo e o passivo. O balanço tem que ser lido, como em qualquer bodega, como um todo”, destacou.

Luzemar confirmou que o governo anterior deixou realmente cerca de R$ 606 milhões em ativo, mas deixou também um passivo de R$ 741 milhões, o que resultaria num resultado final num déficit financeiro de R$ 123 milhões.

"Já o déficit orçamentário, que é a diferença entre os gatos e a arrecadação, foi de cerca de R$ 411 milhões em 2010"

O secretário revelou ainda que em fevereiro do ano passado o Tribunal de Contas do Estado (TCE) alertou o então governador José Maranhão, através do ATC – 01/2010, que o Estado já tinha o débito, em despesas "apropriar", ou seja, despesas que não tem previsão no Orçamento, de R$ 78 milhões e chegou a R$ 748 milhões no final do ano.

Já sobre as declarações de Maranhão de que o governo atual não pagou a PEC 300 por que não quis, o secretário disse que a questão é facilmente explicada ao se analisar a contabilidade do que foi gasto no Orçamento do Estado em 2010 com a folha de pessoal da PM. 

"Em 2010, quando não tinhamos a PEC, as despesas realizadas com a folha de pessoal da PM foi de R$ 303 milhões, enquanto isso, a previsão no Orçamento do Estado para 2011, quando já teriamos de pagar a PEC, era de apenas R$ 260 milhões. Então, como poderiamos pagar", indagou.

 

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