Governo do Líbano e Hezbollah fecham acordo de paz - WSCOM

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Internacional

21/05/2008


Governo do Líbano e Hezbollah



Crise política já dura 18 meses e quase levou o país à guerra civil

A maioria governista e a oposição do Líbano, liderada pelo Hezbollah, chegaram a um acordo para eleger um novo presidente, colocando fim a 18 meses de uma crise política que levou o país à beira de uma guerra civil.

O acordo estabelece a aprovação de novas leis eleitorais para 2009 e a formação de um novo governo de unidade nacional com poderes de veto para a oposição, liderada pelo movimento xiita Hezbollah.

O acordo, anunciado nesta quarta-feira pela manhã depois de seis dias de negociações em Doha, capital do Catar, prevê que as duas facções elegerão o comandante do Exército libanês, general Michel Suleiman, como o novo presidente.

A expectativa é que Suleiman seja eleito em uma sessão no Parlamento dentro de 48 horas.

Garantias

O governo libanês também queria garantias de que o Hezbollah não usaria suas armas internamente e que houvesse uma futura discussão sobre um desarmamento do grupo.

Pelo acordo, os líderes libaneses prometeram não recorrer à violência para fins políticos, deixando para o novo presidente discutir com o Hezbollah a questão do desarmamento.

Negociações difíceis

As negociações levaram seis dias e estiveram à beira do colapso, pois nenhum dos lados mostrava sinais de que ia recuar em suas demandas.

Os pontos mais sensíveis eram as novas leis eleitorais e as armas do grupo Hezbollah.

Na segunda-feira, membros das duas facções políticas estiveram a ponto de deixar as reuniões.

Segundo analistas, a questão é se os dois lados cumprirão o que prometeram, já que, no passado, outros acordos foram rompidos.

As negociações foram intermediadas por uma delegação da Liga Árabe, chefiada pelo primeiro-ministro e ministro de Relações Exteriores do Catar, Hamad bin Jassim bin Jabr Al-Thani, e o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa.

A delegação esteve em Beirute, capital do Líbano, na quinta-feira, para aproximar as duas partes e fechar um acordo para que as negociações continuassem em Doha.

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