Governo comemora resultado do PIB e deve revisar estimativa de 2005 para cima - WSCOM

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Economia & Negócios

31/08/2005


Governo comemora resultado do PIB

O governo deverá revisar para cima a estimativa de crescimento da economia em 2005. Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre, divulgado hoje pelo IBGE, aponta para “uma retomada importante do crescimento”.

Bernardo destacou que o resultado é muito “positivo e animador”, principalmente diante do fato de que o crescimento de 1,4% divulgado no trimestre supera as estimativas mais recentes que apontavam para um crescimento de 1,2%.

O ministro evitou, no entanto, arriscar uma nova previsão para o PIB em 2005.

Questionado se o crescimento da economia poderia chegar a 5%, Bernardo admitiu que “é possível”, mas preferiu avaliar melhor os dados do IBGE para comentar os números.

O governo trabalha com a previsão do Banco Central, que é de uma alta de 3,4% no PIB. A revisão oficial deverá ser divulgada na segunda quinzena de setembro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comemorou o resultado ao ser informado sobre o resultado por Paulo Bernardo, por telefone, na manhã de hoje. “Que continue assim”, recomendou o presidente, segundo relato do ministro.

Para o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, esse resultado acima do previsto deve-se principalmente ao aumento dos investimentos, que foi de 4,5% no período.

Segundo Nunes, a concentração de investimentos no setor da construção civil, grande gerador de emprego, é positiva porque estimula o consumo. Outro setor de destaque no trimestre, segundo ele, foi o da indústria de máquinas.

“Há uma grande resposta do setor produtivo e das importações para atender a essa demanda”, afirmou.

Crise política

A crise política não deverá afetar o desempenho da economia no segundo semestre na avaliação do presidente do IBGE. Isso porque, segundo ele, as decisões de investimento não são tomadas no curto prazo, mas avaliadas ao longo do tempo.

Nunes explicou que, se há incertezas no ambiente político, há também, por outro lado, fatores positivos no ambiente econômico que impulsionam os investimentos.

“Nem todo mundo pára de investir. Faz parte de uma estratégia decisões que foram tomadas em momentos anteriores”, disse.

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