Garotinho pede votos de peemedebistas paraibanos e recebe apoio de Maranhão - WSCOM

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Política

08/03/2006


Garotinho pede votos de peemedebistas

O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, veio à Paraíba no final da tarde desta terça-feira, 7, com a intenção de obter o apoio do PMDB local para lançar sua candidatura à Presidência da República. O pré-candidato quer os votos dos peemedebistas nas prévias que o partido pretende realizar até o final de março.

O senador José Maranhão, que estava acompanhando Garotinho, afirmou sua predileção para que o ex-governador do Rio seja candidato. Garotinho disputa a vaga com o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto.

Anthony Garotinho já visitou quase todos os estados brasileiros – com exceção de Roraima –, pedindo apoio para sua candidatura. Quando chegou a João Pessoa, foi direto à Assembléia Legislativa para uma reunião dirigida pelo presidente estadual do PMDB, Haroldo Lucena.

Em seu discurso, Garotinho destacou a importância do PMDB lançar uma candidatura própria, para resgatar a história do partido.

“É preciso preservar a memória do PMDB, por isso é necessária uma candidatura própria. Eu quero governar com vocês. Eu quero governar com o partido”, afirmou aos partidários presentes.

Ao falar sobre seu concorrente – o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto -, Garotinho disse ser o candidato mais preparado, com mais expressão política em todo Brasil. Ele destacou o fato de, nas últimas eleições, mesmo com uma pequena estrutura de campanha, ter conseguido um bom nível de votos.

“Nas eleições passadas, sem estrutura política, com pouco tempo de TV e palanques fracos, eu consegui 15 milhões de votos. O PMDB tem que ter um candidato que tem chance de ganhar. Eu tenho. O Rigotto não”, declarou.Garotinho mostrou-se bastante otimista após a reunião com partido, da qual participavam deputados, prefeitos e vereadores.

“Com o apoio de Wilson Santiago [líder do PMDB na Câmara Federal] e Maranhão, eu saio com a maioria dos votos dos convencionados”, declarou.

Haroldo Lucena tentou mostrar uma atitude neutra em relação à escolha do candidato à presidência.

“Para nós do PMDB, o candidato que for escolhido, teremos que apoiar. Tanto Garotinho quanto Germano Rigotto são bons candidatos”, declarou. Haroldo lucena

Mas, em sua saudação a Garotinho na abertura da reunião, tratou-o como “o nosso presidenciável”.

As prévias do PMDB estão previstas para 19 de março.

Maranhão – O senador José Maranhão afirmou apoio total ao pré-candidato Anthony Garotinho.

“A candidatura de Garotinho vai sufragar nas prévias, conforme os companheiros já têm conhecimento. É a nossa preferência”, disse.

Garotinho revelou não se importar com as possíveis alianças do PMDB com o PT na Paraíba. Ele acredita que as políticas locais nem sempre devem ser submetidas às nacionais. Ele devolveu o total apoio a Maranhão, em sua candidatura para governador.“Eu sou um político bastante pragmático. As situações regionais não podem ser amarradas por causa da situação nacional. Eu sou candidato do PMDB, mas se Maranhão tiver uma aliança com o PT local, ótimo. Eles que subam no palanque. Que fique todo mundo com Maranhão. Se vier Lula, ele sobe no palanque com Maranhão. Se eu vier, subo no palanque com Maranhão. O que vale não é suas alianças, mas sim sua história política”, declarou.

Políticas econômicas – Anthony Garotinho afirmou que pretende mudar a fundo a política econômica brasileira. Esta é sua principal bandeira de campanha. Em meio a duras críticas ao Governo Lula, ele defendeu a extinção gradual das metas de superávit primário e a desvalorização do real em relação ao dólar.

“Esta política econômica atual não serve ao Brasil. Eu não tenho a menor dúvida”, disse.

O ex-governador ressaltou, porém, que manterá programas sociais como o ‘Bolsa Família’.

“Eu não vou acabar o ‘Bolsa Família’, ao contrário de Serra e Alckmin. Eu fui o criador dos principais programas sociais do Brasil. O ‘Bolsa Família’ do Lula foi uma cópia do meu ‘Cheque-Cidadão’, que criei no Rio de Janeiro”, afirmou.

Verticalização – Garotinho também comentou sobre o fim da verticalização partidária. Ele acha que o Congresso vai ganhar a quebra de braço contra o TSE, fazendo com que partidos locais possam escolher, independentemente do cenário nacional, suas alianças.

“Eu não tenho a menor dúvida que a verticalização seja derrubada. O papel dos tribunais é interpretar as leis que são feitas pelos deputados e senadores. Tribunal não faz lei. Ele cumpre”, concluiu.

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