Garotinho denuncia manobra de Suassuna contra prévias do PMDB - WSCOM

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Brasil & Mundo

13/03/2006


Garotinho denuncia manobra de Suassuna

Um dos pré-candidato do PMDB à Presidência da República, Anthony Garotinho acusou ontem a ala governista do PMDB de articular uma manobra para, no meio desta semana, conseguir na Justiça a suspensão da prévia marcada para o próximo domingo, para definir quem deve ser o peemedebista a concorrer à sucessão do presidente Lula.

A suposta manobra citada por Garotinho consiste na inscrição para a prévia para a escolha do candidato do PMDB de Antônio Pedreira, que, em 1989 concorreu à Presidência pelo então PPB, obtendo apenas 86.100 votos. Garotinho disse que Pedreira se inscreveu na prévia na sexta passada, prazo final fixado pelo partido. Até então, além de Garotinho, só o governador licenciado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, havia se inscrito.

“No último dia inscreveu-se um candidato laranja mandado pela ala governista para criar tumulto”, disse. Segundo Garotinho, por trás da inscrição de Pedreira está o senador Ney Suassuna (PB), integrante da ala governista do partido.

Garotinho disse que, conforme o estatuto do PMDB, Pedreira não poderia ser inscrito, já que deveria ter o apoio de, no mínimo, um diretório regional: “A candidatura dele tem que ser indeferida porque, pelo estatuto do PMDB, o candidato para se registrar tem que ter o apoio de um diretório regional. E ninguém encaminhou o apoio dele. Então, ele vai ser indeferido. Isso já é um pretexto para ele ir ao STF ou STJ buscar uma liminar para suspender [a prévia]. Então já percebemos a manobra governista”, disse.

Informado sobre a inscrição ao apagar das luzes, Garotinho procurou o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP) para discutir o que fazer. Os dois conversaram por telefone.

Germano Rigotto disse ontem em Curitiba que “Lula está desrespeitando a história do PMDB e o espírito peemedebista ao falar abertamente que irá assediar nosso partido. Ele parece que já esqueceu dos erros cometidos para conquistar sua base política, as denúncias de ‘mensalão’ e a forma obscura que se relacionou com o Parlamento”, criticou.

Rigotto se referia às declarações do presidente Lula no Chile: “Obviamente que eu vou trabalhar para ter o PMDB do nosso lado”. O governador rebateu o presidente: “Nós (PMDB) teremos uma candidatura própria”, disse.

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