Furto ao BC financiou os atentados em SP - WSCOM

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Brasil & Mundo

12/06/2006


Furto ao BC financiou os

Um balanço da Polícia Federal revelou que, desde 2004, o Primeiro Comando da Capital (PCC) foi responsável direto ou indireto em pelo menos 20% dos roubos de valores e cargas no país. De acordo com informações da edição desta segunda-feira do jornal “Folha de S. Paulo”, a ação mais ousada e rentável da facção criminosa foi o furto ao Banco Central, em Fortaleza, no ano passado.

Segundo a publicação, dos R$ 164,8 milhões roubados, R$ 50 milhões teriam ido para os cofres do PCC. De acordo com o delegado Antônio Celso dos Santos da PF, o grupo criminoso utilizou o dinheiro para financiar as rebeliões em presídios e a onda de violência que assolou a capital paulista no mês passado. Ainda segundo o delegado, uma parcela de R$ 300 mil teria sido utilizada em um assalto frustrado a uma agência do ABN Amro Bank no Paraguai.

A estratégia da facção em ambas as situações foi semelhante. De acordo com o jornal, nas duas ocasiões os bandos alugaram imóveis nas redondezas das agências. O intuito era esconder o entulho retirado dos túneis construídos para acessar os cofres dos bancos. Além disso, as equipes de trabalhos dos criminosos eram constituídas por pelo menos 20 pessoas. Uma investigação da PF identificou 7 integrantes do PCC em cada bando.

A PF concluiu também que estas recentes operações do PCC visam o aumento de receita da facção. As ações exigem baixo investimento em armamento e apresentam retorno financeiro imediato. De acordo com o jornal, o PCC já conseguiu elevar os seus ganhos em R$ 1 milhão por mês.

O lucro permitiu o desenvolvimento da organização criminosa que expandiu suas operações para outras áreas como o transporte clandestino de passageiros.

Com os recursos provenientes dos assaltos o PCC ainda financia a compra de armamentos, centrais telefônicas e facilita a transferência de presos nos presídios do estado.