França põe à prova contra a Coréia o status de grande - WSCOM

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18/06/2006


França põe à prova contra

França e Coréia do Sul se enfrentam neste domingo em situações distintas na Copa do Mundo. Após o empate sem gols contra a Suíça na primeira rodada, os europeus buscam recuperar o bom futebol que deu ao país o título mundial de 1998.

Por outro lado, após apresentações questionáveis nos jogos preparatórios, os asiáticos conseguiram vencer os togoleses por 2 a 1 na estréia e tentam repetir a surpreendente quarta colocação obtida na Copa de 2002.

RECORDE

Zagueiro Lilian Thuram fará sua 116ª partida pela seleção francesa contra os asiáticos. O jogador da Juventus vai igualar o recorde de Marcel Desailly em participações com a camisa dos “Bleus”.

Cabeças-de-chave do Grupo G, os franceses devem ter de volta para a partida, que será disputada em Leipzig no próximo domingo, o meia Malouda. Acometido por uma hemorróida que o deixou de fora do jogo contra os suíços, o companheiro de Juninho Pernambucano do Lyon passou por uma operação no último dia 9 e treina normalmente com o restante do elenco.

Com o retorno de Malouda, quem deve sair do time titular é Franck Ribéry. Considerado a revelação do último Campeonato Francês, o meio-campista correu bastante no início do jogo, mas cansou e foi pouco efetivo, assim como o restante da equipe.

Durante a semana, o técnico dos “Bleus”, Raymond Domenech, enfatizou o trabalho físico, apontado como um dos principais problemas da envelhecida seleção, que tem oito jogadores no elenco acima de 30 anos. Entre os “velhinhos” estão figuras fundamentais para as pretensões da equipe, como Zidane, Barthez, Thuram e Makelele.

Para piorar, o clima entre a seleção e a imprensa francesa é dos piores. Desde os amistosos preparatórios para o Mundial Domenech tem sido bombardeado por críticas por não conseguir definir um esquema tático. Além disso, os jogadores são questionados a todo momento.

A tensão fez com que o lateral Willy Sagnol disparasse seu arsenal contra a mídia. “A alguns desses opinadores diria simplesmente cala a boca”, afirmou na última sexta-feira.

“Houve frases que nos magoaram, vindas de jogadores com quem vivemos alguns momentos fortes. Eles sabem como é importante manter a solidariedade num grupo e agora que passam para o outro lado começam a fazer aquilo que durante anos criticaram aos opinadores. É ridículo e lamentável”, acrescentou, sobre os vários ex-jogadores da seleção que hoje opinam em jornais e canais de televisão do país.

O jogo, porém, não é importante somente para recuperar o moral do time. Acima disso está a necessidade de uma vitória em Mundiais, o que não acontece desde a final contra o Brasil em 1998.

Quatro anos depois, os franceses foram eliminados na primeira fase sem marcar um gol sequer, tabu que continua a incomodar até hoje, já que na estréia os atacantes não conseguiram balançar as redes.

Evolução

Para os sul-coreanos, a partida deste domingo é importante para consolidar a evolução do futebol no país. Após a vitória na primeira rodada, o jogo não é decisivo para a classificação, mas um bom resultado sobre os rivais consolida o país na condição de principal força do continente asiático.

Desde o quarto lugar em 2002, o futebol passou a ter grande popularidade na Coréia do Sul. As famosas “ondas vermelhas” formadas por milhares de torcedores nas ruas da capital Seul durante os jogos da equipe são reflexo do estágio em que se encontra o esporte no país.

A Federação Coreana de Futebol (KFA) é uma das grandes responsáveis por esta evolução. Há quatro anos, os cartolas apostaram no técnico holandês Guus Hidink (hoje na Austrália) e, depois de seguidas trocas durante as eliminatórias, decidiram investir no conterrâneo Dick Advocaat.

Com isso, a equipe manteve o estilo de futebol característico dos Países Baixos, de muita velocidade, movimentação e contra-ataques.

Considerados os melhores jogadores da atual geração, o meia Park Ji-sung, o lateral-esquerdo Lee Young-pyo e o atacante Lee Chun-soo são as grandes armas do time.

Uma declaração de Park dada durante a semana revela a maturidade do futebol no país. “A França é uma equipe forte, mas nós temos confiança. Estamos acostumados a jogar contra equipes grandes desde o Mundial de 2002 e isso vai nos ajudar”, disse.

França

Barthez; Sagnol, Thuram, Gallas e Abidal; Vieira e Makelele; Wiltord, Zidane e Malouda; Henry.

Técnico: Raymond Domenech

Coréia do Sul

Woon-jae; Chong-gug, Choi e Jin-kyu; Young-pyo, Park, Ho, Eul-yong; Chun-soo, Ahn e Ki-hyeon.

Técnico: Dick Advocaat

Local: Zentralstadion, em Leipzig

Capacidade: 38.898

Árbitro: Benito Archundia (MEX)

Assistentes: J. Ramirez (MEX) e H. Vergara (CAN)

Horário: 16h (de Brasília)

*com agências internacionais