Focco lança segunda etapa da campanha contra corrupção apontando irregularidades - WSCOM

menu

Paraíba

07/03/2006


Focco lança segunda etapa da

Integrantes do Fórum Paraibano de Combate à Corrupção (Focco) estiveram na tarde desta segunda-feira visitando as instalações da WSCOM Mídia & Artes, onde apresentaram a mais nova etapa da campanha instalada para apurar irregularidades no gerenciamento de recursos federais pelos municípios. Segundo os membros do Focco, mais de 60% das verbas para Educação são mal aplicadas.

“Há um despreparo de gestores que não têm domínio de planejamento urbano, e afetam questões como saúde, educação, geração e ocupação de renda. Queremos evitar de imediato os que usam costumeiramente expedientes de corrupção”, alegou o arcebispo Dom Aldo Pagotto, representando a Arquidiocese da Paraíba.

Segundo ele, centenas de denúncias obtiveram um êxito inicial grande em sete ou oito meses de trabalho. “O povo lança revolta e indignação com os municípios mal planejados. Não há transparência nem prestação de contas, e as pessoas ao saberem da ONG Focco têm nos procurado”, arrematou.O advogado João Ricardo, que está à frente da ONG Focco, acrescenta que há pontos positivos, como uma maior interação entre diversos órgãos federais e estaduais, que buscam um canal único de ações voltadas ao combate à corrupção.

Ele afirma que “o Focco não serve de palanque. O objetivo é descobrir todos os responsáveis, punindo-os e dando respostas. O trabalho se pautará com isenção”.

Esse discurso é reafirmado pelo procurador do Patrimônio Público, Ádrio Nobre Leite, representando o Ministério Público Estadual, que esclarece que as denúncias são apuradas de modo a evitar guerras partidárias. “Não queremos denuncismo. Ponderamos que as denúncias têm que ter um elemento de investigação básica. O exercício da cidadania passa pelo reforço e pela relevância das informações”, completou.

Para Dom Aldo Pagotto, se há desvio de verbas, a primeira observação é na merenda escolar, ou superfaturada ou inexistente. “Colaborará se tivermos o controle dessa cidadania pelos seus cidadãos (pais, conselhos escolares). Semanas atrás uma reportagem mostrava uma criança caindo de um caminhão quando ia para a escola. Fica a pergunta: cadê as verbas para o transporte escolar?”, exemplificou.

O advogado Alexandre F. Guedes, diretor de Direitos Humanos da OAB, descarta a alegação de que a prisão do ex-prefeito Cícero Lucena, indiciado pela Operação Confraria, tenha fundo político nos bastidores.

Confraria – “O caso de Cícero Lucena não é isolado. As denúncias da Confraria não têm cor partidária. A alegação põe peneira no sol. A Operação Confraria seguiu com provas investigadas pelo MPF e a Polícia Federal cumpriu o seu dever. Estamos vivendo uma fase importante na construção da cidadania. A prisão de Maluf, em São Paulo, e a de Cícero, aqui, mostra a mudança no comportamento da apuração de denúncias”.

Notícias relacionadas