Flu consegue vitória heroica e segue vivo na Libertadores - WSCOM

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Futebol

21/04/2011


Flu supera crise e avança as oitavas

Libertadores

Foto: autor desconhecido.

Quando tudo conspirava contra, os guerreiros do Fluminense, mais uma vez, ultrapassaram a barreira do quase impossível e contrariaram os cálculos matemáticos. Em jogo dramático, o Tricolor derrotou o Argentinos Juniors por 4 a 2, nesta quarta-feira, em Buenos Aires, e, com o empate sem gols entre Nacional-URU e América-MEX, em Montevidéu, conseguiu a milagrosa classificação às oitavas de final da Copa Santander Libertadores.

Fred, com dois gols (o último, de pênalti, a dois minutos do fim), encarnou o espírito de capitão e conduziu o Flu ao histórico resultado. Julio Cesar e Rafael Moura completaram o placar. Enquanto Salcedo e Oberman fizeram os gols de honra da equipe argentina, que, com sete pontos, acabou em terceiro no Grupo 3 e eliminada da competição.

Já o Fluminense, mantém ainda mais vivo o sonho da conquista da América. Nas oitavas de final, irá enfrentar os paraguaios do Libertad. O primeiro jogo será no Engenhão.

Após o apito final, uma batalha campal manchou o brilho da partida. Mas não impediu a comemoração eufórica dos brasileiros ainda no gramado do estádio Diego Armando Maradona.

FLU AGUERRIDO ABRE VANTAGEM

O clima no Flu já estava tenso antes mesmo da bola rolar. Ainda à tarde, o técnico Enderson Moreira era comunicado que não poderia contar com um de seus jogadores mais importantes: o atacante Emerson, afastado por indisciplina. Informações davam conta de que ambiente na concentração estava conturbado e que isto pesaria contra na hora da decisão. Mas, assim que o árbitro Wilmar Roldan deu início à disputa, o pessimismo foi rapidamente deixado de lado.

Mostrando muita disposição em campo, a equipe brasileira logo tomou conta do terreno adversário. Marquinho, que ganhou a vaga de titular na última hora, após o veto do meia Deco, foi o símbolo da vitalidade tricolor. Ele correu, abriu espaços, e, dos seus pés, originou-se o lance que reacendeu de vez as esperaças da equipe brasileira.

Aos 17 minutos, ele passou de forma precisa para Julio Cesar, que, avançando como um trator, chutou cruzado de esquerda. A bola passou pelo goleiro Navarro e estufou as redes argentinas. Sim, era possível! Com o empate momentâneo entre Nacional-URU e América-MEX, o Flu precisaria de apenas mais um gol para alcançar a "milagrosa" classificação.

Mas, pouco tempo depois, uma bobeira de Gum deu um banho de água fria na empolgação do Flu. Aos 25 minutos, após cruzamento da esquerda, o camisa 3, desnecessariamente, derrubou Salcedo na área. Pênalti. Na cobrança, o próprio atacante colocou no canto oposto de Ricardo Berna igualando o placar.

Nos minutos seguintes, ficou nítido o abatimento dos brasileiros. Principalmente da defesa, que, em erros de saída de bola, quase pôs tudo a perder.

Mas a soberania dos tricolores foi voltando aos poucos. Aos 40 minutos, numa falta em cima de Marquinho, os jogadores sentiram-se prejudicados pelo árbitro, já que Salcedo, que merecia receber o segundo amarelo pelo lance, foi apenas repreendido. A resposta brasileira, porém, foi com estilo. Em cobrança de falta, Fred soltou uma bomba, contou com a colaboração do arqueiro argentino, e colocou o Flu, outra vez, a um passo da classificação.

Com 2 a 1 a favor, e o empate em Montevidéu, a equipe brasileira desceu para o vestiário precisando novamente de apenas mais um gol.

FLU FAZ 4 A 2 E "MILAGRE" ACONTECE

Com a desvantagem, o técnico Pedro Troglio tirou o zagueiro Tórren para a entrada do meia Oberman. A alteração não poderia ser mais eficiente. Aos nove minutos, após bola mal rebatida pelo volante Valencia, o camisa 10 pegou o rebote de primeira e teve ainda outra colaboração do colombiano, que desviou o chute e encobriu o goleiro Berna. Era o empate do Argentinos Juniors.

O retrato do jogo, a partir daí, passou a ser o oposto em relação à primeira etapa. Enquanto a equipe da casa girava a bola no campo de ataque, o Tricolor mal conseguia ameaçar.

Só que a disputa tinha muitas emoções reservadas. E, numa das poucas escapolidas do Flu à frente, conseguiu um escanteio. Na cobrança, Valencia cabeceia a queima-roupa, Navarro rebate mal e, no rebote, Rafael Moura (até então, nulo no ataque) só completou para a meta, marcando seu terceiro gol na competição e o terceiro do Flu na partida.

Corações a mil após o gol de He-Man. As duas equipes precisavam ir ao ataque, já que o resultado eliminava ambos. Enderson relutava em introduzir mais um homem de frente. Enquanto isso, o técnico argentino fez outra mexida ousada: mandou o lateral-esquerdo Gillieti para o banco para a entrada do atacante Sanchez.

Os ponteiros ainda marcavam 40 minutos quando, em Montevidéu, terminava em empate o confronto entre Nacional e América. A responsabilidade ficou com eles: quem fizesse, ficava com a vaga.

Aos 43 minutos, o último suspiro. Edinho avança livre pela esquerda e é derrubado por Navarro. Pênalti! O milagre nunca esteve tão perto. Cabia ao capitão Fred convertê-lo e manter o Flu vivo no sonho continental. E o artilheiro não decepcionou. Bateu com força, no ângulo. O ‘Sobrenatural de Almeida’ mostrou as caras.
 

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