Fiscalização constata superlotação e higiene precária na Maternidade Frei Damião, em João Pessoa - WSCOM

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Saúde

11/03/2019


Fiscalização constata superlotação e higiene precária na Maternidade Frei Damião, em João Pessoa

Secretária Estadual de Saúde se comprometeu em solucionar os problemas em um prazo de 90 dias

Foto: autor desconhecido.

Uma fiscalização com Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) constatou, na manhã desta segunda-feira (11), uma série de problemas na Maternidade Frei Damião, localizada no bairro Cruz das Armas, em João Pessoa. Segundo o órgão, foi identificada superlotação, falta de conservação predial, higiene precária dos ambientes, falta de roupas de cama e vestuário para pacientes e profissionais, enfermarias sem ventilação e quentes, entre outras irregularidades.

Risco de interdição da unidade hospitalar

De acordo com o diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, a Secretária Estadual de Saúde se comprometeu em solucionar os problemas em um prazo de 90 dias. “Conversei com o secretário e relatei todos os problemas encontrados. Ficou estabelecido o prazo de 90 dias para reforma da unidade ou transferências dos pacientes para outo hospital. Se a situação não for resolvida neste período, seremos obrigadas a interditar eticamente os médicos que atendem na maternidade”, explicou.

João Alberto disse que a Maternidade Frei Damião tem uma situação precária semelhante a outros hospitais públicos municipais e estaduais da Paraíba. “É preciso priorizar a saúde e a resolução destes problemas para garantir um atendimento digno à população e a segurança do ato médico”, destacou. 

Denúncias levaram a fiscalização

A fiscalização foi realizada pelo CRM-PB a partir de denúncia de pacientes e acompanhantes. O relatório completo sobre a vistoria será encaminhado à direção do hospital, à Secretaria Estadual de Saúde e ao Ministério Público.

Histórico

 Há um ano a Maternidade Frei Damião foi fiscalizada pelo CRM-PB. Na ocasião, a equipe do Departamento de Fiscalização do CRM-PB verificou que áreas, como a UTI Pediátrica, Neonatologia e Bloco Cirúrgico, estavam funcionando de maneira adequada e o hospital tinha bom estoque de medicamento. Porém, os problemas de falta de roupa de cama e vestuário para pacientes e profissionais foram identificados.

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