Fidel deu US$ 3 mi para campanha de Lula, diz Veja - WSCOM

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Brasil & Mundo

29/10/2005


Fidel deu US$ 3 mi

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, em 2002, teria recebido pelo menos US$ 3 milhões de Fidel Castro, presidente de Cuba. Acondicionado em caixas de uísque, o dinheiro chegou ao comitê do agora presidente numa complexa operação. A informação está na edição desta semana da revista Veja.

Segundo a revista, Rogério Buratti e Vladimir Poleto (ex-assessores do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, quando este era prefeito de Ribeirão Preto, SP) testemunharam o transporte de dinheiro. A rota começava em Brasília, passava por Campinas e terminava em São Paulo, na sede do comitê eleitoral de Lula. O ministro afirmou que os relatos dos ex-colaboradores são “fantasiosos”.

A legislação eleitoral brasileira veta o ingresso de recursos externos no caixa das campanhas políticas. A irregularidade é passível de impugnação do exercício do cargo.

A ligação do dinheiro com Cuba (país governado por Fidel Castro desde 1959), segundo os antigos assessores do ministro da Fazenda, teria sido revelada por Ralf Barquete, outro homem de confiança de Palocci. “Ele me perguntou certa vez sobre como trazer US$ 3 milhões de Cuba. Disse que poderia ser através de doleiros. Sei que o dinheiro veio, mas não sei como”, disse Buratti à Veja. Barquete morreu em junho de 2004, de câncer.

Segundo a reportagem, os supostos US$ 3 milhões vindos de Cuba foram recebidos pelo comitê eleitoral de Lula entre agosto e setembro de 2002, e ficaram sob a tutela do cubano Sérgio Cervantes, ex-diplomata de seu país no Rio de Janeiro e em Brasília.

Da capital federal a Campinas (SP), o montante teria sido transportado em um avião Seneca por Vladimir Poleto. O dinheiro, segundo a reportagem, estava acondicionado em duas caixas de uísque Johnnie Walker (uma Red Label e outra de Black Label) e uma de rum cubano Havana Club.

A recepção do dinheiro no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, teria sido feita por Ralf Barquete, a bordo de um automóvel Omega preto, blindado, supostamente dirigido por Éder Eustáquio Soares Macedo. De lá, o carro teria ido para o comitê de Lula, no bairro Vila Mariana, em São Paulo.

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