Festival Comunitário do Sesc homenageia vida e obra de Solha - WSCOM

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16/10/2005


Festival Comunitário do Sesc homenageia

O 16º Festival de Teatro Comunitário, que será realizado a partir de segunda, 17, homenageará Waldemar José Solha, mais conhecido como W.J. Solha. Romancista, dramaturgo, ator, diretor de teatro e artista plástico, W. J. Solha, é natural de Sorocaba, no estado de São Paulo, e está radicado na Paraíba desde a década de 50.

Solha é um homem inquieto, já fez de tudo um pouco no campo das artes e marcou a vida paraibana nesse mais de meio século. Trabalhou em Cinema, Televisão (dirigindo e atuando comercias), literatura, story-boads, artes plásticas e parcerias musicais.

Começou a se interessar pelas artes plásticas ainda menino, em Sorocaba, quando começou a desenhar e pintar. Funcionário do Banco do Brasil, veio morar na Paraíba na década de 50. Foi aqui que escreveu “Israel Rêmora”, seu primeiro livro editado junto a Record, graças ao prêmio Fernando Chinaglia.Na prosa de ficção Solha publicou, entre outros livros, “A Verdadeira Estória de Jesus”, “A batalha de Oliveiros e “A canga”, que deu origem ao curta de Marcus Vilar, lançado em 2001. Em novembro, será lançado seu mais novo livro “História Universal da Angústia”, que traz uma coletânea de contos, romances e um roteiro e em 2006 o conto “Sarapalha”, no livro a ser publicado pela Garamond, Rio, em edição comemorativa dos 60 anos de “Sagarana”.

Em todas as áreas – No teatro, adaptou os romances “Papo-Rabo” e “A Bagaceira” para Fernando Teixeira, escreveu e dirigiu “A Bátalha de OL contra o Gígante Ferr” e “A Verdadeira Estória de Jesus” , Solha interpretou durante três anos Pilatos, no “Auto de Deus”, até 2004, na Praça Pedro Américo.

No cinema, Solha já atuou nos filmes “O Salário da Morte”, de Linduarte Noronha, primeiro longa metragem paraibano em 35 mm, lançado em 1970, além de “Fogo Morto” ( baseado no livro A Bagaceira), “A Casa Tomada” e “A Canga”, onde viveu o grosso sertanejo Ascenço Teixeira, protagonista do curta.Solha também interpretou durante três anos Pilatos, no “Auto de Deus”, até 2004, na Praça Américo, além de ter escrito os textos de “Papa Rabo”, dirigido por Fernando Teixeira, “A Bátalha de OL contra o Gígante FERR” , e os ainda inéditos: “Os Gracos”, “A Ópera de Trinta” e “O Sentido da Vida”, além dos storyboards de “Passadouro” de Torquato Joel, “ A Canga” e “Meio do Mundo”, de Marcus Vilar.

Como produtor, fundou junto com José Bezerra Filho, em 1970, a Cactus Produções Cinematográficas Ltda, que produziu o “Salário da Morte”. Solha também foi co-roteirista no filme de Marcus Vilar, “A Árvore da Miséria” , além de ter feito os story-boards de “Passadouro”, de Torquato Joel, e “O Meio do Mundo”, de Marcus Vilar.

Ganhou destaque ao participar, através da exposição e vendas dos seus quadros, da Campanha Contra a Fome, promovida pelo sociólogo Betinho juntamente ao Banco do Brasil, em 1994. Sua última exposição aconteceu em 2004 no Festival Centro em Cena, com a exposição ‘Retrospectiva”, no Casarão dos Arquitetos, Centro Histórico da Capital.

O Festival de Teatro Comunitário e a Mostra de Dança Livre, acontece de 18 a 21 de outubro no Sesc Centro, localizado a rua Desembargador Souto maior, 291, centro. Tem o apoio da Prefeitura Municipal, através da Funjope, e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil-PET. Mais informações podem ser obtidas através do Setor de Cultura do Sesc pelo telefone : 3208-3158.

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