Festa das Neves segue com diversidade cultural nesta quinta - WSCOM

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Entretenimento

04/08/2005


Festa das Neves segue com

A Festa das Neves vem sendo o primeiro evento realizado pela Prefeitura de João Pessoa através da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) dentro de uma vasta programação em torno das comemorações dos 420 anos da Capital. Pela primeira vez, a festa apresenta uma proposta mais rica culturalmente buscando a valorização da produção popular e a ocupação dos espaços públicos do Centro Histórico.

A programação chega ao nono dia começando com os Índios Mirins Tupinambás se apresentando logo ao entardecer, no adro da Igreja de São Francisco. No largo da Basílica, às 20h, dois ritmos da cultura de raiz da Paraíba, o coco e a ciranda, com Odete de Pilar e Raminho Cirandeiro.

Os shows do palco da Casa da Pólvora começam às 18h com o grupo MPB Jazz fazendo um mix eclético com o jazz, bossa nova, MPB, música latina e outros ritmos, levando a boa música a um público de gosto apurado. Logo após, no mesmo local, outra boa pedida é o Mama Jazz.

No Palco da Socic, no Varadouro, a partir das 20h, é a vez de Kennedy Costa, Lis Albuquerque e Chico Correa & Eletronic Band. Os ritmos caribenhos dão o tom dos embalos no “Pavilhão das Acácias” com a apresentação da banda Cuba Libre, a partir das 21h.

“Vem Ver a Tribo Dançar” é o título do disco e do show que Kennedy Costa vai apresentar logo mais na Festa das Neves. O repertório está pautado em canções com arranjos do guitarrista Alex Madureira, um verdadeiro resgate da sonoridade nordestina e brasileira, através de maracatus, cirandas, cocos e uma pitada de música pop.

Eletrônico – Chico Correa é um pseudônimo baseado no lendário pianista e compositor jazzístico Chick Corea, que misturou rock, funk e jazz nos anos 70. Surge como uma alusão à fusão de estilos e uso de novos equipamentos (Chick Corea foi um dos pioneiros do jazz rock/fusion e do uso do piano elétrico e sintetizadores. Foi então que o estudante e praticante de música Esmeraldo Marques resolveu misturar a música regional com a eletrônica, virou Chico Correa e passou a fazer a sua própria ciência musical. De forma abrasileirada, Chico Correa & Electronic Band mantém a idéia da fusão de estilos e tecnologia.

Sem sair do compasso, o grupo se ligou na música eletrônica, nos beats digitais e nas quebradas do drum and bass, tão parecido com os ritmos locais. Suas primeiras gravações são de 2001. O time de seis pessoas, entre elas Chico, claro, foi se formando aos poucos, cada um chegando, trazendo sua contribuição. De lá para cá, foram seis CDs demo, diversas participações em coletâneas (três delas em discos na Alemanha, uma na França e outra no Japão), shows em raves, em festivais, em mostras, música por toda a parte.

A Electronic Band reúne influências do acid jazz, drumn’bass e música popular. Caracteriza-se pela constante variação em seus arranjos e improvisos on stage, mudando o set list a cada show da hiperatividade cerebral de alguns integrantes da banda.

Exposição na galeria Archidy PicadoA Fundação Espaço Cultural da Paraíba está abrindo, nesta quinta-feira, a exposição do projeto Laboratório 2005, na galeria de arte Archidy Picado, às 20h. De acordo com o diretor da galeria, o artista plástico Fabiano Gonper, o projeto é uma forma de propor diálogos experimentais e criativos entre artistas plásticos paraibanos.

Quatro artistas plásticos estarão participando dessa primeira edição do Laboratório. Adriano Franco, Fábio Q, Sidney Azevedo e Zonda Bez são os primeiros a aproveitar a galeria Arquidy Picado como um atelier coletivo e ao mesmo tempo individual, em que obras já em processo de finalização podem vir a ser concluídas como também retornarem ao mundo do desconhecido.

“Durante 15 dias os quatro artistas participantes tiveram a galeria como espaço de experimentações e discussões. A galeria funcionou como atelier, e neste período o espaço esteve fechado ao público, que pode acompanhar o processo através da vitrine da galeria”, esclarece Fabiano Gonper. Segundo Gonper, o resultado dessas experimentações poderá ser contemplado através da projeção de slides, objetos, instalação, site specific e imagens em vídeos.

Este projeto marca o início, meio que tímido ainda, de uma proposta de produção coletiva e contemporânea nas artes plásticas paraibanas, a exemplo do que acontece em cidades como Recife e São Paulo, onde artistas plásticos com as mais diversas propostas plásticas se reúnem em ateliês coletivos com o objetivo de exporem suas intenções e idéias em uma “mesa” comum a todos, a exemplo do grupo “Mamãe” em Recife. O projeto fica em exposição até 24 de agosto. Gonper informa ainda, que o resultado do edital para a galeria Archidy Picado será divulgado até o fim de julho.

Exposição na Galeria Gamela A Galeria Gamela estará promovendo, de 3 a 27 de agosto, a exposição Paraíba, uma homenagem à cidade de João Pessoa. A exposição trará peças em pintura, fotografia e cerâmica, reunindo 14 artistas paraibanos no projeto.

As peças que serão expostas são assinadas pelos artistas Antonio David, Alberto Lacet, Alexandre Filho, Analice Uchoa, Clóvis Júnior, Cristina Estrapação, David Barbosa, Elpídio Dantas, Flávio Tavares, Fred Svendsen, Luiz Tananduba, Mirabeau Meneses, Maria dos Mares e Tadeu Lira.

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