Fenart mantém inscrições abertas para oficinas de fotografia - WSCOM

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26/10/2005


Fenart mantém inscrições abertas para

Continuam abertas as inscrições para as três oficinas de fotografia que fazem parte da programação do XI Fenart (Festival Nacional de Arte). O evento acontece de 4 a 12 de novembro no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa. As inscrições para as 60 vagas distribuídas entre as oficinas podem ser feitas das 8h às 12h e das 14h às 18h. No ato da inscrição será cobrada uma taxa no valor de R$ 10.

Este ano o Fenart oferece três oficinas na área de fotografia, cada uma com 20 vagas. A oficina “Fotografia Digital”, com o fotógrafo profissional, designer e professor paulista Clício Barroso, acontecerá nos dias sete e oito de novembro, das 9h às 11h, e é destinada a profissionais que possuam câmeras digitais.

Clício Barroso tem grande experiência com fotografia digital e trabalha nas áreas de moda, publicidade, computação gráfica e Internet. Já realizou cerca de 15 exposições coletivas e individuais, foi criador e diretor executivo do site especializado em fotografia Fotopro e por três vezes recebeu o Prêmio Abril de Fotografia.

A oficina “Entre o real e o imaginário – ensaio e edição”, ministrada por Flávio Rodrigues (RJ), também será realizada nos dias sete e oito, das 14h às 17h, e é dirigida a profissionais e amadores de nível avançado. “Os participantes da oficina vão trabalhar entre o recorte de uma suposta realidade e a efetiva interpretação do mundo imagético”, disse Flávio Rodrigues.

De acordo com o ministrante, a oficina fotográfica é inspirada na obra “A câmera clara”, do semiólogo francês Roland Barthes (1915-1980). “No livro, Barthes explica as diferenças do ponto de vista teórico entre o ‘significando e o significado’, onde o ‘significando’ é aquilo que o autor da fotografia propõe e que nem sempre encontra no leitor o idêntico ‘significado’”, explicou Flávio Rodrigues.

A oficina se divide em dois momentos: a captura das imagens e a análise dos filmes processados e dos arquivos digitais copiados. Haverá ainda uma releitura do trabalho produzido, quando através da reedição, do corte fotográfico, se procurará um significado diferenciado daqueles que os autores pretenderam dar no momento do registro fotográfico.

“É bastante oportuno que a oficina se desenvolva no contexto do Fenart porque, além de evitar deslocamentos desnecessários e inconvenientes, o grupo terá um universo comum, pelo menos do ponto de vista teórico. Isso permitirá que o campo de pesquisa seja único, além de propiciar, após o festival, a produção de um acervo fotográfico que perpetuará a história do Fenart”, afirmou Flávio Rodrigues.

No dia nove, pela manhã e à tarde, é a vez da oficina de “Leitura de Portfólios Digitais”, com Clício Barroso, Flávio Rodrigues e as curadoras e pesquisadoras Ângela Magalhães e Nadja Peregrino, da Fundação Nacional de Arte (Funarte-RJ). A oficina é oferecida para profissionais e amadores avançados. O atendimento será individual e podem ser apresentados no máximo 30 trabalhos artísticos gravados em CD, no formato JPEG. Ângela Magalhães e Nadja Peregrino farão a leitura conjuntamente de cada trabalho durante vinte minutos.

“A leitura de portfólios não é uma oficina propriamente dita, mas é uma ocasião onde o fotógrafo terá a oportunidade de mostrar o seu trabalho, quer seja ele analógico ou digital. Como curadoras da área fotográfica, poderemos indicar direções múltiplas para os trabalhos, destacando os núcleos visuais considerados mais importantes e articulando-os em torno da produção fotográfica contemporânea”, explicou Nadja Peregrino.

De acordo com Nadja Peregrino, a leitura de portfólios ocupa um lugar singular nos eventos nacionais e internacionais porque uma discussão mais ampla possibilita o amadurecimento dos trabalhos fotográficos e a inserção destes trabalhos nas diversas mostras organizadas pelos curadores mundo afora.

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