Felipão, Figo e Maniche viram heróis da colônia portuguesa - WSCOM

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26/06/2006


Felipão, Figo e Maniche viram

Uma vitória heróica geralmente rende aos torcedores heróis que não vão ser esquecidos num curto período de tempo.

A classificação de Portugal em cima da Holanda nas oitavas-de-final da Copa do Mundo da Alemanha não foi diferente. Os portugueses e descendentes que assistiram ao confronto no clube Arouca, em São Paulo, foram unânimes em eleger os responsáveis pelo feito: o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, o volante Maniche e o meia Figo.

A lua-de-mel entre os portugueses e Felipão parece não ter fim. Neste domingo, ele “jogou” com o time e comoveu ainda mais os seus admiradores. “Essa vitória foi do Felipão”, resumiu Antonio Cardoso, que também destacou as atuações de Figo e Maniche. “Foram todos heróis”.

A admiração por Felipão dificilmente será abalada, mesmo se Portugal cair nas quartas-de-final. José Eugênio Dias destaca a mudança de mentalidade no futebol português desde que o treinador assumiu o clube. “Portugal é um país que sempre teve seleções frias. Com o treinador brasileiro, incorporou mais patriotismo e o estilo do Felipão. Isso faz a diferença”, disse.

Em relação a Figo, os portugueses apagaram da memória o fiasco da Copa do Mundo de 2002 e já o reconhecem como um dos principais jogadores da história do país. Neste domingo, o meia foi voluntarioso, correu, puxou contra-ataques e teve o nome gritado pelos torcedores ao ser substituído no segundo tempo.

João Caldas, há 40 anos no Brasil, se diz um admirador do futebol de Figo, mas evita fazer comparações com Eusébio, considerado o melhor jogador português de todos os tempos, mesmo após a atuação destacada contra a Holanda. “Ainda acho Figo o único diferenciado deste time, mas não dá para comparar com Eusébio”, ressalta.

Já Maniche não tem o mesmo nome de Felipão e Figo, mas as boas atuações nas últimas partidas e o gol decisivo contra o Holanda começam a deixá-lo mais famoso. “Todo mundo jogou bem, mas o Maniche foi o melhor”, resumiu Maria Emília Gomes, que teve a opinião corroborada pela Fifa que elegeu o jogador o melhor da partida.

As únicas reclamações dos portugueses foram em relação ao árbitro russo Valentin Ivanov, que expulsou dois jogadores de Portugal e dificultou a tarefa da seleção. “O juiz quase colocou tudo a perder. Os holandeses foram muito violentos e ele não fez nada”, queixou-se Creusa dos Santos.

Manuel Padeiro, por sua vez, reclamou de algumas marcações do árbitro, mas não tirou a culpa de Costinha e Deco pelos cartões vermelhos. “Eles pediram para serem expulsos”, resumiu Manuel, que ao contrário do resto do salão não chiou com os seis minutos de acréscimos dados pelo árbitro.

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