Famílias de Sem-Terra ocupam terras em Gurinhem e questionam números da Reforma - WSCOM

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Paraíba

21/03/2006


Famílias de Sem-Terra ocupam terras

Trabalhadores rurais sem-terra ocuparam, na madrugada desta terça-feira, uma área de 3.500 hectares no município de Gurinhém. Segundo eles, são terras improdutivas reivindicadas por 30 famílias, envolvendo as fazendas Abraão e Salgado, próximo à área de Mari.

A direção estadual do MST na Paraíba avalia que as ocupações são o único caminho para democratizar a terra. O movimento contesta os números apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário de que teria ultrapassado a meta no estado da Paraíba em 2005, que era de assentar 1109 famílias.

O MST afirma que o Incra na Paraíba assentou apenas 609 novas famílias no ano de 2005. Esse número contempla tanto os sem terras do MST quanto da CPT. Em todo o estado, só o MST possui 3 mil famílias esperando ser assentadas, sendo um resultado irrisório.

Isto porque, o MDA com o objetivo de atingir as metas somente no papel, contabiliza não só as novas famílias assentadas, mas as famílias que foram regulamentadas, ou seja, as que deveriam ter sido assentadas em outros anos (não se tratam de novas famílias) e as que foram contempladas pelo Banco da Terra, ou seja, compraram a terra (aí não se trata de desapropriação de terra), portanto, segundo o Ministério, a meta de 1109 famílias foi, não somente atingida, como ultrapassada, chegando a 1375 famílias assentadas.

Para o Movimento Sem Terra isso se trata de uma estratégia do governo para mostrar que a reforma agrária está avançando, no entanto, concretamente, a estrutura agrária continua a mesma e o processo de reforma agrária a passos lentos.

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