Fake News circulam mais rápido do que as notícias verdadeiras, aponta estudo - WSCOM

menu

Brasil & Mundo

09/03/2018


Fake News circulam mais rápido do que as notícias verdadeiras, aponta estudo

O levantamento foi realizado sobre 126.000 informações verdadeiras e falsas entre 2006 e 2017, difundidas pelo Twitter

Foto: autor desconhecido.

As notícias falsas também chamadas de “fake news” circulam mais rápido pela internet que as informações verdadeiras. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (8) pela revista Science e acontece mais por conta dos próprios internautas do que a programas informáticos automáticos.

O levantamento foi realizado sobre 126.000 informações verdadeiras e falsas entre 2006 e 2017, difundidas pelo Twitter por três milhões de pessoas mais de 4,5 milhões de vezes.

“Para fazer de modo eficaz a distinção entre notícias verdadeiras e falsas, a equipe trabalhou com seis organizações independentes de verificação de dados”, escreveu a AFP.

As informações enganosas são em média difundidas mais rapidamente e mais amplamente que as verdadeiras, segundo

Em média, as informações verdadeiras requerem seis vezes mais tempo que as falsas para chegar a 1.500 pessoas, segundo suas análises.

A diferença é ainda mais acentuada para notícias políticas que para as relacionadas ao terrorismo, às catástrofes naturais, à ciência, às lendas urbanas e aos assuntos financeiros.

‘Bots’

Embora muitos se preocupem com a difusão de notícias enganosas por parte de “bots” – programas informáticos que realizam operações de internet sozinhos – o estudo revelou que a propagação deste tipo de informações se deve sobretudo à ação humana.

Esta propensão a difundir informações falsas poderia se dever, segundo o estudo, ao seu caráter de novidade e ao fato de que surpreendem mais os leitores que as informações verdadeiras.

As contas de Twitter que publicam informações falsas têm em média menos seguidores, seguem menos contas e são menos ativas que as contas dos que tuítam informações verdadeiras.

A investigação do procurador especial americano Robert Mueller sobre a ingerência russa na campanha eleitoral dos Estados Unidos para as presidenciais de 2016 fez muita referência ao uso dos “bots”.

Segundo a investigação, foram utilizados “bots” para favorecer o republicano Donald Trump, que derrotou nas eleições a democrata Hillary Clinton, e para acentuar a polarização na população americana.

No final de fevereiro, o Twitter publicou novas regras que buscam limitar a influência dos “bots” no funcionamento da rede social.

Fonte: AFP

Notícias relacionadas