Fabiano Eller rodou o mundo, contou histórias e, agora, quer ficar no Rio - WSCOM

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Futebol

13/04/2011


Fabiano Eller quer chance no Rio

Desempregado

Foto: autor desconhecido.

Fabiano Eller começou sua carreira profissional no Vasco em 1996. Depois, o zagueiro foi para o Palmeiras, Flamengo, passou sufoco no Al Wakrah do Qatar, acertou com o Fluminense e chegou a ser convocado para amistoso da Seleção Brasileira. O jogador sofreu com a língua no Trabzonspor da Turquia, foi campeão da Libertadores e mundial pelo Internacional, defendeu o Atlético de Madrid na Espanha, acertou com Santos, retornou ao Inter e, recentemente, tentou novamente a sorte no mundo árabe, onde atuou pelo Al Ahli, do Qatar. Aos 33 anos, Eller está de volta ao Brasil, ao Rio de Janeiro. E pretende ficar.

– Estou há dois meses no Rio. Rescindi com o Al Ahli faltando três meses para o fim do contrato. Não pretendo mais sair do Brasil. Claro que gostaria de jogar num grande clube do Rio. Até hoje, mesmo com tanto tempo fora da cidade, sempre sou tratado com carinho pelos torcedores – declarou Fabiano Eller.

O zagueiro, que passou por muitos clubes, garante que deixou as portas abertas no Vasco, Flamengo e Fluminense. Ao saber que Abel Braga, técnico que está apalavrado com o Tricolor, disse que ele é um jogador vitorioso e que tem sua confiança, Eller não escondeu a satisfação.

– Trabalhei com ele no Flamengo e Internacional. O Abel conhece o meu potencial – destacou o jogador, que desvinculou seu contrato com o Al Ahli, e não precisa esperar a abertura da janela de transferências internacionais em agosto.

Sondado por alguns times brasileiros, Fabiano Eller quer dar a cartada certa depois de rodar por muitos clubes onde nem sempre ficou até o fim do contrato. Ele pretende jogar por mais dois anos antes de se aposentar. Enquanto se reveza entre alguns treinos para manter a forma e obras no apartamento que ficou seis anos fechado, o zagueiro lamenta que sua idade possa ser um empecilho para um acerto.

– Muitas vezes os clubes preferem dar oportunidade para jogadores mais jovens. Quando eu tinha 22 anos, um jogador de 35 era considerado experiente; hoje, com 33, sou visto como velho. Mas sou um cara vitorioso, ganhei experiência e estou cheio de gás.

Cheio de gás e de histórias, que viraram marca registrada do zagueiro. No início de 2005, ele ficou um mês preso no Qatar tentando o visto do Al Wakrah para voltar ao Brasil. Somente depois da intervenção do Governo Federal brasileiro ele conseguiu resolver a situação. Em terras turcas, no Trabzonspor, mais empecilhos.

– O tradutor não falava português há cinco anos. O técnico dava instruções, o tradutor começava a suar, se virava para mim e para o Jefferson (goleiro do Botafogo) e dizia: “Depois conto o que ele falou".

Ainda na Turquia, com a chegada de um novo treinador, a tradução foi mais ingrata.

– Chegou um técnico que eu nem lembro o nome, e disse que não gostava de brasileiro, nem do Ronaldinho Gaúcho, que estava arrebentando. Pensei: “Se ele não gosta do Ronaldinho, estou morto.

Com títulos como Libertadores, Mundial, Brasileiro, entre outros no currículo, Fabiano Eller quer provar que está vivo para o futebol.

– Quero voltar a jogar o mais rápido possível – completou o jogador.

Histórias não vão faltar.

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