F1 em 2019 tem desde já uma atração: a disputa entre Vettel e Leclerc na Ferrari - WSCOM

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11/09/2018


F1 em 2019 tem desde já uma atração: a disputa entre Vettel e Leclerc na Ferrari

Foto: autor desconhecido.

Quem mais vai sentir a diferença de a Ferrari substituir Kimi Raikkonen, prestes a completar 39 anos, dia 17 de outubro, pelo jovem e ambicioso monegasco Charles Leclerc, 20 anos, perto de celebrar 21 anos, dia 16 de outubro), na próxima temporada será Sebastian Vettel, que no fim de semana disputará, sob enorme pressão para vencer, o GP de Singapura, 15º do calendário. Precisa da vitória para se manter vivo na luta com Lewis Hamilton, da Mercedes, pelo título mundial.

Nos seus quatro anos de Ferrari, Vettel teve como companheiro Raikkonen, já campeão do mundo, muito rico e pai de família. O finlandês tem ainda gana de competir, haja vista que irá para a vaga de Leclerc na Sauber não apenas em 2019 como 2020 também, quando terá 41 anos. E não deverá ganhar um rio de dinheiro. Há muito de paixão nesse desejo de Raikkonen manter-se na F1.

Mas com exceção dos últimos GPs, em que Diego Ioverno, diretor esportivo da Ferrari, não lhe pediu no rádio, durante as corridas, para ser útil a Vettel, até então Raikkonen trabalhou em equipe, Vettel sempre contou com ele, um amigo, vizinhos na Suíça, onde por vezes se encontram fora do ambiente da F1.

É com esse piloto, até o ano passado um adolescente, campeão por onde passou, que Vettel, do alto de seus 31 anos e já tetracampeão do mundo, irá se confrontar dentro da Ferrari. O verbo é esse mesmo, confrontar, uma novidade para o piloto alemão no time italiano. Provavelmente irá se lembrar do último campeonato em que viveu realidade semelhante, 2014, na RBR, quando o companheiro foi o também jovem e ambicioso Daniel Ricciardo.

A experiência foi tão traumática que Vettel se transferiu para a Ferrari no ano seguinte. Ao fim da 19ª etapa de 2014, Vettel havia somado 167 pontos, quinto colocado, sem vitórias, enquanto o estreante em uma escuderia vencedora, Ricciardo, 238, terceiro, com três vitórias.

A troca do campeão do mundo de 2007, com a própria Ferrari, Raikkonen, por Leclerc, atende, essencialmente, um desejo do falecido presidente da empresa, Sérgio Marchionne. O contrato foi assinado quando ele estava na ativa. Faleceu dia 25 de julho. O novo presidente, John Elkann, respeitou seu desejo.

 

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