Exército deixa morros da Mangueira e da Providência no RJ - WSCOM

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Policial

13/03/2006


Exército deixa morros da Mangueira

No décimo dia da Operação Asfixia, que tenta recuperar dez fuzis e uma pistola roubados de um quartel, o Exército retirou suas tropas das duas favelas mais visadas pela ocupação: Providência e Mangueira. Apesar de o Comando Militar do Leste (CML) ter informado ontem, oficialmente, que manteria presença maciça no Morro da Providência, os militares deixaram o local no início da tarde deste domingo.

Uma denúncia anônima levou soldados a um supermercado desativado nas proximidades do Morro do Borel, na Tijuca, zona norte, onde realizaram buscas.

O Exército informou ontem que passaria a atuar de forma mais pontual, checando denúncias, com exceção da Providência. O coronel Paulo Meira, da Comunicação Social do CML, porém, evitou os termos “desocupação” e “retirada”. “Eu não diria que eles saíram (dos morros). Hoje é um dia caracterizado por grande mobilidade”, disse o militar, que não esclareceu para onde foram as tropas que ocupavam as favelas. “Amanhã as posições estarão consolidadas.” O CML agendou para hoje uma entrevista. Desde o início da ação, 1,5 mil soldados já ocuparam 12 favelas.

Nesta madrugada, houve novo tiroteio na Providência. Mas a tensão se desfez no início da tarde, quando os soldados deixaram o local. Na ladeira do Barroso, principal acesso ao morro, onde houve intensos confrontos nos últimos dias, o clima era de tranqüilidade. Moradores demonstravam satisfação com a saída dos soldados, comemorada pelo tráfico com fogos de artifício.

Na madrugada houve tiroteio também na Favela do Metral, em Bangu, zona oeste da cidade. O CML informou que um grupo de 200 moradores fez um protesto e provocou os soldados por volta das 2h30. Dois traficantes armados com fuzis teriam participado do ato e atirado. Os militares reagiram. Apesar do tumulto, ninguém ficou ferido. Pouco depois das 16 horas, tiros foram disparados no alto da favela.

Vítima

O menino Genilson Batista dos Santos, de 12 anos, continua internado no Hospital Souza Aguiar, no centro. Na sexta-feira, ele foi baleado no braço esquerdo e teve fratura exposta. Morador da Providência, Genilson foi operado e segundo a secretaria municipal de Saúde estava bem, mas sem previsão de alta.

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