Ex-xodó, Kaká fica imune ao "furacão" Robinho - WSCOM

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31/08/2005


Ex-xodó, Kaká fica imune ao

Ronaldo é o “Fenômeno”. Robinho, o “Príncipe”, segundo a encantada imprensa espanhola. Adriano, por sua vez, atende por “Imperador” na Itália. Já Kaká segue sendo “apenas” Kaká.

AFP

Badalação a Robinho não ameaça o posto de Kaká como titular da seleçãoSe seu desempenho pós-pentacampeonato o transformou um astro de primeira grandeza na seleção, o jogador do Milan, da Itália, vive nesta semana na Granja Comary a sensação de ter sido destronado por Robinho do posto de xodó do grupo e até mesmo de preferido dos torcedores que acompanham em Teresópolis os treinos comandados por Carlos Alberto Parreira.

“É normal essas coisas acontecerem, isso (ser o ‘Robinho’ da vez) já aconteceu comigo um dia. Mas não fico com ciúmes”, disse Kaká, sem se importar em ser ofuscado fora de campo. “É momento de falar de Robinho no Real, da volta do Ronaldo”, completou o meia-atacante.

Dentro de campo, no entanto, Kaká segue mais que prestigiado. Único convocado para o jogo contra o Chile, domingo, pelas eliminatórias, a ganhar um prêmio individual em 2004-05 – foi eleito pela Uefa o melhor meia da Europa -, o ex-são-paulino não é contestado em qualquer discussão sob a formação da equipe titular.

Entre as experiências de Parreira e a opinião de jornalistas sobre quem deve jogar ao lado de Ronaldo – Adriano ou Robinho -, ou quem deveria substituir o suspenso Ronaldinho Gaúcho – Robinho ganhou a concorrência contra Ricardinho – ninguém questiona o posto de Kaká. “Isso também é legal, todo mundo fala, todo mundo cogita a minha presença”, comentou Kaká sobre a preferência em vê-lo no time.

E se a ascensão de Robinho, após o “castigo” imposto pelo fiasco no Torneio Pré-Olímpico de 2004, tem sido meteórica em 2005, a afirmação de Kaká como titular se deu gradativamente.

Espécie de “mascote” do grupo que ganhou a Copa do Mundo de 2002, o meia-atacante passou a ter chances de seqüência no time principal apenas após sua transferência para a Itália, em 2003.

Com a camisa do Milan, barrou Rui Costa e, na seleção, fez o mesmo com Rivaldo, que perdeu espaço também pela inatividade após suas seguidas rescisões contratuais com o próprio Milan e com o Cruzeiro.

Consumada a sucessão, Kaká foi nome certo tanto como “número um”, esquema tático que precedeu o “quarteto ofensivo”, como no próprio quadrado idealizado por Parreira. “Só isso já vale a pena”, afirmou Kaká.

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