EUA pedem ao Irã que estude oferta antes de responder - WSCOM

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Internacional

02/06/2006


EUA pedem ao Irã que

O governo dos EUA pediu nesta sexta-feira ao Irã que analise detalhadamente a oferta feita pelas grandes potências para pôr fim à crise nuclear, antes de dar uma resposta formal.

“É justo dar ao governo do Irã uma oportunidade para examinar minuciosamente tudo o que está incluído no pacote (de medidas)”, disse hoje o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, referindo-se ao acordo firmado ontem pelos ministros de Relações Exteriores de EUA, França, Reino Unido, Rússia, China e Alemanha

Após abandonar as negociações relativas a seu programa nuclear em 2005, o Irã anunciou neste ano a retomada de pesquisas nucleares e a conquista de enriquecimento de urânio. Os EUA acusam o Irã de tentar obter armas nucleares. Teerã nega, alegando que suas atividades têm apenas fins pacíficos.

Ao ser questionado sobre as declarações de alguns dirigentes iranianos sobre a intenção de o país seguir adiante com seus planos nucleares, o porta-voz insistiu: “Queremos dar-lhes tempo para que estudem a oferta”.

Segundo Snow, um grupo de representantes europeus vai se encarregar de apresentar todos os detalhes da oferta às autoridades iranianas nos próximos dias. A partir de então, acrescentou o porta-voz, o Irã poderá dar uma resposta formal em questão de “semanas”.

O prazo é o mesmo citado nesta sexta-feira pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, em declarações a vários meios de comunicação americanos, nas quais alertou Teerã de que chegou “o momento da verdade” e deverá dar uma resposta ‘dentro de semanas, não de meses”.

A proposta –estipulada ontem em Viena pelos cinco membros permanentes [com direito a veto] do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha e a União Européia– consiste em um pacote de incentivos, embora também contenha ameaças de castigo, destinadas a convencer o Irã a suspender seu programa de enriquecimento de urânio.

Os ministros desse grupo de países não forneceram os detalhes da iniciativa, argumentando que antes deveriam apresentá-los a Teerã.

O que deixaram claro é que “em nenhum caso” recorrerão ao uso da força militar contra o Irã, segundo disse hoje Serguei Lavrov, ministro de Relações exteriores da Rússia.