EUA devem impedir que Iraque caia nas mãos de terroristas, diz Bush - WSCOM

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Internacional

30/08/2005


EUA devem impedir que Iraque

O presidente dos EUA, George W. Bush, respondeu aos apelos contra o conflito no Iraque nesta terça-feira afirmando que os americanos devem continuar a lutar no país para proteger as reservas de petróleo que, caso contrário, cairiam nas mãos de terroristas.

Bush afirmou ainda que os terroristas devem ser impedidos de transformar o Iraque em base para de recrutamento e treinamento de seguidores e financiamento de ataques.

“Nós venceremos os terroristas”, afirmou Bush. “Nós construiremos um Iraque livre, que irá combater os terroristas em vez de ajudá-los”, disse.

As declarações foram dadas durante discurso na Estação Naval e Aérea de North Islan, para as comemorações do aniversário da vitória dos aliados sobre o Japão, na Segunda Guerra Mundial.

Bush comparou sua determinação aos esforços do presidente Franklin Roosevelt na década de 40 e afirmou que a missão americana no Iraque deve transformar o país em um aliado democrático, como ocorreu com o Japão em 1945.

Furacão

O discurso foi o terceiro em pouco mais de uma semana no qual Bush defende sua política no Iraque, enquanto a Casa Branca luta para conter a crescente preocupação da opinião pública a respeito da Guerra do Iraque.

No entanto, a devastação causada pelo furacão Katrina na Costa do Golfo desviou a atenção da população e do governo. Após o discurso, Bush retornou para o Texas e deve retornar a Washington nesta quarta-feira.

A princípio, ele deveria retornar à Casa Branca somente na sexta-feira, após passar mais de quatro semanas em seu rancho em Crawford, no Texas.

As férias de Bush foram marcadas por problemas no Iraque. Agosto foi um mês em que ocorreram muitas baixas entre soldados americanos. O número de soldados mortos desde a invasão do Iraque, em março de 2003, chega a quase 1.900.

A popularidade de Bush entre os americanos caiu para apenas 40%, segundo uma pesquisa divulgada pelo Instituto Harris na última quarta-feira. O número é o mais baixo desde que Bush tomou posse como presidente.

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