‘Eu não consigo entender como Ricardo, que defendia os ambulantes, hoje permite - WSCOM

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Política

22/03/2006


‘Eu não consigo entender como

O vereador Hervázio Bezerra (PSDB) criticou Ricardo Coutinho na forma como vem conduzindo a retirada dos ambulantes as ruas de João Pessoa. ‘Eu não consigo entender como é que um prefeito que no passado defendia intransigentemente esses ambulantes, hoje permite que seus secretários promovam a retirada de uma forma truculenta sem a abertura do diálogo’, disse. Bezerra lembra que os ambulantes votaram maciçamente para eleger o prefeito.

Segundo Bezerra, não há nada de novo no que está acontecendo, o único dado novo é que antes havia o diálogo.

“Alguns parlamentares tentam se acostar, até o Executivo, no Ministério Público (MP), nas gestão de Hermano Almeida, Oswaldo Trigueiro, Carlos Mangueira, Wilson Braga, Chico Franca e Cícero Lucena, o MP sempre procurou cumprir fielmente o seu papel, o de provocar o Executivo de modo a desocupar as áreas das calçadas”, lembra.

Bezerra entende que a calçada é do povo, mas pontua que a situação é um problema de ordem social. “Enquanto cidadão eu quero ver a cidade limpa e bem ordenada, livre dos ambulantes, agora eu não posso me sentir confortável, me sentir bem se a cidade está bonita, mas eu contribui para que um pai de família perdesse a condição de sustentar o seu filho, é um ato de desumanidade”, alfineta o vereador, acusando o prefeito.

Segundo o ex-líder da oposição na Câmara, Ricardo Coutinho foi, ‘historicamente’, o grande defensor dos ambulantes.

Durante a sessão especial da segunda, 20, o vereador Luciano Cartaxo chegou dizer o prefeito não negocia sobre pressão. Mas houve uma ação anterior praticada contra os ambulantes “que foram agredidos com a retirada” e completa alegando que a Prefeitura radicalizou.

“Nós sabemos que houve a boa intenção do sr. prefeito em acomodar os ambulantes lá no Centro Comercial de Passagem, mas eu estive conversando com alguns ambulantes e o que é lamentável, a idéia foi boa, mas não tem infra-estrutura nenhuma, nem conforto nenhum, nem para os que ali trabalham, nem para os que se dirigem para comprar qualquer mercadoria!”, concluiu.

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