Estudo da UFPB revela como nascem e se espalham as 'fake news' na web - WSCOM

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Paraíba

26/02/2018


Estudo da UFPB revela como nascem e se espalham as ‘fake news’ na web

Foto: autor desconhecido.

 Os professores Guido Lemos e Carlos Eduardo Batista coordenaram um experimento nos laboratórios do Lavid/Centro de Informática (CI) da Universidade Federal da Paraíba que simulou uma guerrilha virtual entre duas equipes de estudantes que, durante três semanas, se dedicaram a espalhar notícias falsas nas redes sociais. A reportagem, de aproximadamente 18 minutos, foi exibida na edição deste domingo (25) no Fantástico.

 Eles se valeram de vários recursos proporcionados pela tecnologia para plantar boatos e fazer as falsas informações circularem e alcançarem o maior número de internautas no Brasil e no exterior.

A estratégia começou com a criação de três portais de notícias, atualizados diariamente. O Gazeta Rio, em português, e mais um site em inglês e outro em russo. As equipes foram divididas em duas: uma iria propagar os boatos, citando como fonte os falsos portais, e a outra cuidaria de amplificar ainda mais as informações, através de compartilhamentos e também tentando criar debates e polêmicas em torno dos assuntos, por meio de comentários a favor e contra as fake news.

Além do trabalho das equipes, integradas por alunos dos cursos de Ciência da Computação e Engenharia da Computação, as falsas informações foram também impulsionadas por robôs, programados para reagir centenas de vezes a uma determinada hashtag, relacionada aos boatos, gerando, assim, novas respostas dos internautas. Esses robôs realizavam uma espécie de monitoramento das redes sociais e republicavam o mesmo conteúdo várias vezes.

A primeira notícia publicada nos três portais e espalhada pelas redes sociais foi a previsão de um paranormal russo de que o Brasil venceria a Copa do Mundo de 2018. O boato foi assim intitulado: Copa 2018: com 97% de acertos, paranormal russo prevê que Brasil será hexacampeão. Ao longo do experimento, outras informações inverídicas foram sendo postadas.

Todas as atividades foram acompanhadas por produtores da TV Globo e a audiência alcançada pelas fake news foi sendo medida e monitorada por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob a coordenação dos professores Wagner Meira e Virgílio Almeida.

 

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