Estudantes secundaristas e universitários fazem protesto ‘rachado’ com reivindic - WSCOM

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Paraíba

11/08/2005


Estudantes secundaristas e universitário

Estudantes de diversas categorias escolares se reuniram na manhã desta quinta-feira na avenida Getúlio Vargas, de onde saíram em passeata pelo parque Solon de Lucena em direção ao Palácio da Redenção. Entre as reivindicações está a redução da taxa do PSS para R$ 70. Uma divergência quanto à proposta de Reforma Universitária causou um ‘racha’ nas associações estudantis.

Além da redução da taxa de inscrição do PSS, os estudantes defendem a quebra dos limites para passagens intermunicipais, e uma reserva de 50% das vagas para cada curso das universidades públicas para alunos oriundos das redes públicas de ensino.“Dos 100% dos alunos das escolas públicas, 90% dos estudantes de Direito e Medicina são de instituições particulares”, explicou André Cesarino, líder estudantil da Associação dos Estudantes Secundaristas da Paraíba (APES).

Os estudantes rebatem a argumentação do Reitor da UFPB, Rômulo Polari, que afirmou que a taxa do PSS na Paraíba está entre as menores do país.

“A argumentação do reitor não é o método certo de promover a conversação. Na UFCG conseguimos reduzir a taxa de R$ 85 para R$ 75. A proposta concreta é de se manter a taxa cobrada ano passado, que foi de R$ 70”, disse André.Racha – A mobilização estudantil, que começou liderada pela Ubes, UNE, Aesp, DCE da UFPB e pela Comissão de Mobilização Social, da qual fazem parte a Conam e a CUT, teve posteriormente a chegada de outras agremiações, que logo em seguida se afastaram para uma manifestação à parte. Um grupo intitulado “Comitê 11 de agosto” protestava contra a proposta de Reforma Universitária defendida pelas instituições listadas acima.

“A UBES contradiz os nossos ideais. Eles querem privatizar as universidades, aplicando taxas absurdas a quem não tem condições de pagar. Eles lutam por causas burguesas, e nós pela sociedade”, afirmou Antônio Carlos Bandeira Botelho, líder estudantil da Coordenação Nacional das Lutas Estudantis (Conlute).

Integram também o comitê “11 de Agosto” os Diretórios Centrais de Estudantes da UFPB, UFCG e UEPB, os grêmios estudantis do Cefet-PB, Lyceu e Sesquicentenário, além da Oseep, Ubesp-PB e dos Centros Acadêmicos de História e Enfermagem da UFPB.André Cezarino rebateu as críticas, afirmando que a proposta de Reforma Universitária debatida pelo grupo é de uma negociação ampla, discutida com toda a sociedade. “Não queremos uma reforma imposta”, disse.

Queixas – Os estudantes reclamam do aumento na taxa do PSS e reivindicam que a Comissão Permanente de Vestibular (Coperve) preste contas dos recursos aplicados a realização das provas.

“Até hoje não se sabe os caixas do PSS, a prestação de contas, como se gasta, para onde vai tanto dinheiro. Os representantes da Coperve falam que gasta muito, mas não dizem como é aplicado. Queremos saber para onde vai o dinheiro aplicado no vestibular”, disse Antônio Carlos. As queixas incluem a Funape, que é a responsável por efetuar o pagamento aos professores e fiscais responsáveis pela aplicação de provas do PSS.

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