Estudante holandês acha manuscrito de Einstein em universidade - WSCOM

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21/08/2005


Estudante holandês acha manuscrito de

O estudante holandês Rowdy Boeyink encontrou nos arquivos da Universidade de Leiden um manuscrito de Albert Einstein de grande valor científico e histórico.

No documento, datado de dezembro de 1924, o físico formula de próprio punho e em alemão um dos últimos marcos de sua carreira: o prognóstico teórico de um estado da matéria então ignorado e demonstrado empiricamente 70 anos depois, a chamada condensação Bose-Einstein.

O manuscrito estava entre os arquivos do Instituto Lorentz de Física Teórica da Universidade de Leiden (sudoeste da Holanda).

Ele faz parte dos papéis deixados pelo físico Paul Ehrenfest, a quem o autor da teoria da relatividade visitou com freqüência durante a década de 20, e cuja obra é o objeto da tese do afortunado estudante.

O documento preserva até mesmo as impressões digitais de Einstein e, segundo o Instituto Lorentz -que exibe o documento em seu site-, é uma espécie de minuta do artigo “Teoria Quântica do Gás Ideal Monoatômico” que o cientista judeu publicou na Academia de Ciências de Berlim, em janeiro de 1925.

A Universidade de Leiden pretende guardar o valioso documento na sede do Instituto Lorentz, no qual Einstein trabalhou como professor convidado.

O fenômeno nele descrito, a condensação Bose-Einstein, ocorre quando um gás é esfriado a temperaturas extremas -a cerca de 460 graus abaixo zero-, fazendo com que os átomos retenham a menor quantidade possível de energia e se comportem de forma ordenada, até o ponto de se aglutinar em uma massa densa que atua como uma única partícula.

Algo parecido ao que sucede com os pós de café quando a xícara se esfria.

Satyendrah Naht Bose, cientista indiano especializado em física matemática, sentou as bases da descoberta ao enunciar as regras que determinam quando dois fótons devem ser contados como idênticos ou como diferentes.

Einstein aplicou suas equações para estender a teoria aos átomos da massa.

Em 1995, os americanos Eric A. Cornell e Carl E. Weiman, e o alemão Wolfgang Ketterle, conseguiram reproduzir e observar o fenômeno com uma forma gasosa do rubídio, o que lhes fez ser merecedores do Nobel de Física de 2001.

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