Estreantes em Copa, Juan e Adriano apostam em retrospecto - WSCOM

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13/06/2006


Estreantes em Copa, Juan e

Desde que a seleção brasileira iniciou os treinamentos em Weggis, na Suíça, no dia 22 de maio, jogadores e comissão técnica têm afirmado que a ansiedade pela estréia na Copa da Alemanha é um dos maiores obstáculos da equipe.

Para dois jogadores, porém, a “aflição” é ainda maior. Juan e Adriano, confirmados no time titular para o jogo contra a Croácia, nesta terça-feira, em Berlim, vão disputar o primeiro mundial.

O zagueiro do Bayer Leverkusen e o atacante da Inter de Milão conquistaram a confiança de Carlos Alberto Parreira nos títulos da Copa América (2004) e Copa das Confederações (2005). Juan liderou a defesa ao lado do também convocado Júlio César, goleiro, e o atacante foi o artilheiro dos dois torneios, com sete e cinco gols, respectivamente.

No atual elenco, outros nove jogadores jamais disputaram uma Copa do Mundo, mas os atletas não integram o time principal. São eles: Cicinho, Cris, Fred, Gilberto, Júlio César, Juninho, Luisão, Robinho e Mineiro.

Kaká, do Milan, e integrante do badalado quarteto, estava em 2002, na Coréia e no Japão, mas foi reserva.

“O Juan está no futebol alemão há quatro anos e já foi campeão pela seleção. Tem bagagem, experiência e não tem medo de disputar uma Copa do Mundo. Ele está pronto”, justificou Parreira, que tem como opção para o setor defensivo Cris, do Lyon, e Luisão, do Benfica.

Aos 27 anos, o ex-flamenguista atuou na Gávea de 1996 a 2002 e na seqüência se transferiu para o Leverkusen, seu atual clube. Com a seleção, disputou 40 jogos e marcou dois gols.

Em relação a Adriano, Parreira não esconde a admiração pelo goleador, também oriundo das categorias de base do rubro-negro carioca. Nem mesmo a fase irregular do atacante na Inter desanima o técnico, que o classifica como um “jogador de decisão”, que precisa “apenas de carinho”.

“O Adriano, apesar de ter 24 anos, está na Europa desde os 19 e jogando no melhor nível possível”, disse. O camisa sete deixou o Flamengo em 2001 e defendeu, além da Inter, Fiorentina e Parma.

“É evidente que a Copa do Mundo dá um friozinho na barriga de todo mundo, mas acho que os dois vão superar tranquilamente esse desafio”, completou Parreira, confiante na dupla.

Envaidecido pelas palavras do comandante, Adriano, 35 jogos e 25 gols pelo Brasil, retribuiu a gentileza.

“O Parreira é para mim um treinador muito importante, que está sempre me dando moral e confia no meu futebol. Espero continuar ajudando a seleção e sei da minha responsabilidade. Não vou decepcionar”, decretou.