Estreante como cabeça-de-chave, México enfrenta incógnita Irã - WSCOM

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11/06/2006


Estreante como cabeça-de-chave, México e

Cabeça-de-chave pela primeira vez em Mundiais, a seleção mexicana entra em campo neste domingo contra o Irã, em Nuremberg, na condição de “favorita” para o jogo inaugural do Grupo D. Com um conjunto experiente, a equipe tenta superar a desconfiança dos torcedores, desanimados após os fracos desempenhos nos últimos amistosos.

Nesta Copa, o México tem a chance de se consolidar como uma das forças do futebol. Nos últimos anos, o país conseguiu reformular o campeonato nacional, os clubes passaram a investir maciçamente na modalidade e a torcida voltou a lotar os estádios.

O resultado deste processo, que poderia muito bem respingar no Brasil, pode ser notado na lista de convocação do técnico da seleção, Ricardo Lavolpe, um argentino radicado no país há 26 anos.

Somente quatro dos 23 jogadores atuam no exterior, justamente os mais famosos: os atacantes Jared Borgetti (Bolton-ING) e Guillermo Franco(Villarreal-ESP), além dos zagueiros Rafael Márquez (Barcelona-ESP) e Claudio Suárez (Chivas-EUA).

A equipe conta ainda com um brasileiro naturalizado, o meia Antonio Nelson Matías. Mais conhecido pelo apelido de “Sinha”, o jogador não é visto com bons olhos por parte da opinião pública do país, que gostaria de ver o ídolo Blanco em seu lugar.

Atual quarto colocado do ranking da Fifa, o México já participou de 12 Mundiais e teve como melhores colocações dois sextos lugares, em 1970 e 1986, justamente quando sediou a competição.

Nenhum outro país se preparou tanto para a Copa. Desde fevereiro de 2003, a seleção disputou 68 partidas. Além dos amistosos, disputou a Copa das Confederações, Copa América e Copa Ouro.

Lavolpe, ao contrário do colega Carlos Alberto Parreira, optou por enfrentar adversários fortes nos últimos amistosos preparatórios. O resultado não agradou aos torcedores.

No último dia 27, a equipe foi derrotada por 1 a 0 pela França, em Paris. Quatro dias depois, novo resultado negativo, desta vez para a Holanda, em Eindhoven, por 2 a 1.

Com 37 gols em 72 jogos pelo país, Borgetti é o goleador máximo da história da seleção. Ótimo cabeceador, é conhecido por deixar a sua marca contra adversários difíceis.

Outro atleta que merece atenção é Rafael Márquez. Companheiro de Ronaldinho Gaúcho do Barcelona, o zagueiro tem estilo elegante, marca forte e sai bem para o jogo.

Vale menção também o goleiro Oswaldo Sánchez. Seu pai faleceu no último dia 7 e ele teve que voltar às pressas para Guadalajara. Volta para a Alemanha na véspera da estréia.

Por outro lado, a seleção do Irã é cercada pelas desconfianças e discussões geopolíticas.

Recentemente, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad negou a existência do Holocausto judeu e foi duramente criticado pela comunidade internacional. Os organizadores do Mundial já disseram que sua presença na Alemanha não será bem-vinda.

O elenco, no entanto, tenta se manter afastado das polêmicas na pequena cidade de Friedichshafen, onde está cercado por forte esquema de segurança.

A equipe, que é comandada pelo técnico croata Branko Ivankovic, classificou-se para a Copa com uma boa campanha nas eliminatórias asiáticas, com apenas duas derrotas em 12 partidas.

O elenco, no entanto, chega para o primeiro confronto do Grupo D com alguns desfalques. Antes mesmo da viagem para a Europa, o time perdeu devido a uma grave contusão o meia Mojtaba Jabari, eleito o melhor jogador da última temporada do Campeonato Iraniano.

Com uma lesão muscular na coxa direita, outro meia, Ferydoon Zandi, ficará de fora do primeiro jogo, mas deve estar disponível para os demais confrontos. Há ainda o lateral-esquerdo Sattar Zare, que sente dores na perna direita e é dúvida.

O grupo, porém, está animado com o desempenho nos últimos amistosos preparatórios. Jogando na casa dos adversários, o Irã empatou com a Croácia por 2 a 2, no último dia 28, e goleou a Bósnia-Herzegóvina por 5 a 2 três dias depois.

O destaque da equipe é o atacante Vahid Hashemian. Jogador do alemão Hannover, foi o autor de um dos gols contra os bósnios. Em sete partidas nas Eliminatórias, balançou as redes quatro vezes.

É bom ficar de olho também no veteraníssimo Ali Daei. Remanescente da Copa de 1998, o atacante tem mais de 100 gols pela seleção. Nos últimos meses, no entanto, tem sido fortemente criticado pela torcida, mas garantiu que manterá a fama de matador no Mundial.

México

Sánchez; Osorio, Márquez e Salcido; Pardo, Torrado, Méndez, Morales e Sinha; Borgetti e Bravo.

Técnico: Ricardo La Volpe

Irã

Mirzapour; Golmohammadi, Rezaei, Nosrati e Kaabi; Nekounam, Teymourian, Mahdavikia e Karimi; Ali Daei e Hashemian.

Técnico: Branko Ivankovic

Local: Franken-Stadion, em Nuremberg

Capacidade: 36.898 lugares

Árbitro: Roberto Rosetti (ITA)

Assistentes: Cristiano Copelli (ITA) e Allessandro Stagnoli (ITA)

Horário: 13h (de Brasília)

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