"Estou saindo vitorioso dessa batalha, mas a guerra continua", diz Alencar - WSCOM

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Brasil & Mundo

23/07/2009


"Estou saindo vitorioso dessa batalha,

“A minha guerra é contra o câncer. Essa última batalha não foi fácil. Estou saindo agora vitorioso dessa batalha, mas a guerra continua”, disse o vice-presidente José Alencar a jornalistas ao deixar o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estava internado desde a noite de 8 de julho para tratamento de câncer.

Depois de receber alta, Alencar saiu do hospital Sírio Libanês caminhando por volta das 18h50 desta quinta-feira (23). Sorrindo e demonstrando ânimo, Alencar apareceu no saguão do e iniciou uma entrevista coletiva com os jornalistas pouco antes das 19h.

“Vocês sabem o quanto sou agradecido a todos os que oraram por mim. Foram essas muitas manifestações que me encorajaram. Agradecimentos e imorredouros a todos, desde a equipe médica aos serviçais de limpeza. Quero dar prosseguimento ao meu tratamento nos Estados Unidos. Estamos terminando o segundo ciclo e vamos dar início ao terceiro ciclo do tratamento. Os resultados foram até agora animadores. Isso me deixa confiante mas consciente de que a guerra continua”, afirmou.

Alencar disse que está se sentindo bem, mas que permanecerá em São Paulo por mais três ou quatro dias para finalizar o tratamento médico pós-cirúrgico.

Em sinal de bom humor, quando um jornalista lhe perguntou qual era a sua vontade agora, Alencar disse: “Minha vontade é de comer torresmo, mas sei que não posso…”

Ao final da rápida entrevista, ele agradeceu a todos, entrou no carro acompanhado de dois médicos e foi para o seu apartamento em São Paulo.

Alencar superou a obstrução intestinal provocada por tumores abdominais, verificada há alguns dias, segundo o hospital.

Na cirurgia do dia 9, os médicos retiraram grande parte dos vários tumores presentes na região abdominal. O vice-presidente luta contra o câncer há 12 anos e já realizou 14 cirurgias.

O cirurgião Raul Cutait, um dos coordenadores da equipe médica que cuidou de Alencar, afirmou que tem esperanças de que as novas drogas que o vice-presidente tem testado no tratamento que faz nos Estados Unidos vão ajudá-lo muito. “Essas drogas novas têm tido algum grau de ação. Mas, como ele mesmo disse, é mais uma batalha grande numa grande guerra.

O médico ainda afirmou que é natural que a recuperação dele seja lenta. “Foi uma cirurgia delicada. Apenas de uma maneira tranquila e paulatina o vice-presidente terá condições de retornar às suas atividades normais”, declarou Cutait.
 

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