Estados Unidos aprovam testes caseiros para detecção do hiv, apesar do temor de - WSCOM

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Internacional

14/10/2005


Estados Unidos aprovam testes caseiros

O primeiro kit de teste rápido caseiro para o HIV foi aprovado nos Estados Unidos, depois de anos de controvérsia e temores que as pessoas ao se descobrirem infectadas, possam tentar se matar. A aprovação do teste marca uma mudança na forma de pensar sobre o HIV/Aids.

Por quase 20 anos, especialistas e ativistas se angustiaram com a idéia de testes que permitissem às pessoas descobrirem sua sorologia com privacidade, mas também com isolamento, sem acesso ao aconselhamento.

A infecção pelo HIV era vista como uma sentença de morte nos anos 80, antes da medicação com anti-retrovirais decolar. Testes caseiros tornaram-se ilegais no Reino Unido quando os Regulamentos de Serviços e Kits de Testagem

para o HIV foram aprovados em 1992. A lei teria que ser revogada para que os testes fossem importados. Os Estados Unidos aprovaram uma legislação similar em 1988, mas suspendeu a proibição em 1995.

O novo kit é tão simples quanto um teste de gravidez e a Administração de Drogas e Alimentos (FDA) decidiu que a sua utilidade em alertar as pessoas rápida e privadamente sobre seu status sorológico, de forma que eles possam evitar infectar outros, é mais importante que qualquer dano que ele possa causar. O teste rápido, chamado OraQuick, analisa a saliva e dá o resultado em 20 minutos. Uma linha azul significa boa notícia, mas duas querem dizer que a pessoa tem o HIV, que pode levar à Aids.

A tecnologia esteve por perto durante algum tempo. Dezoito anos atrás, uma empresa requereu licença para um teste caseiro, mas havia preocupação sobre o impacto do diagnóstico, o que na época parecia ser uma sentença de morte iminente pela Aids. Nas audiências da FDA, ativistas mostraram o obituário de um homem que pulou da ponte Golden Gate, em São Francisco, quando recebeu seu diagnóstico. Por anos a fio, os ativistas diziam que os testes deveriam estar acompanhados de aconselhamento e apoio.

Hoje, o HIV/Aids é administrado tão bem na maioria dos casos que as pessoas vivem vidas normais. Mas com a diminuição dos níveis de temor em relação à Aids, as pessoas tornaram-se menos cautelosas. Os casos estão aumentando para 40 mil por ano nos Estados Unidos.

Os ativistas mudaram sua estratégia. Gregg Gonsalves, do Gay Men’s Health Crisis (GMHC), em Nova York, agora acredita que o teste éd melhor do que chegar no hospital com pneumonia ou meningite criptocócica – infecções típicas da Aids. Os testes caseiros também são apoiados pelo Terrence

Higgins Trust, no Reino Unido.cryptococcal.(Sarah Boseley, editora de saúde)

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