Esquerda do PT comemora desistência de Tarso Genro - WSCOM

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Brasil & Mundo

29/08/2005


Esquerda do PT comemora desistência

O terceiro vice-presidente do PT, Valter Pomar, afirmou que a desistência do presidente interino da sigla, Tarso Genro, de disputar a presidência do partido na eleição interna marcada para setembro, prova que o Campo Majoritário, principal corrente petista, é inadequado para conduzir a legenda no atual momento. Segundo ele, a renúncia mostra também que o próprio Genro chegou à conclusão de que nunca deveria ter aceito concorrer à eleição como representante do Campo.

“Na minha opinião, a renúncia de Tarso Genro, em primeiro lugar, confirma a inapetência e a impossibilidade de o Campo Majoritário continuar dirigindo o PT porque revela que eles vivem uma profunda crise, uma profunda discórdia interna”, afirmou Pomar, acrescentando que a esquerda petista deve sair fortalecida nesta disputa.

“Quem sai fortalecido com a renúncia de Tarso Genro à presidência do partido são aqueles que diziam, desde o início, que a candidatura dele e de qualquer candidatura do Campo Majoritário não está à altura de dirigir o PT neste momento.”

Todos perdem – Já o presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), que também é líder do PT no Senado, lamentou a desistência de Genro. “Respeito muito o Tarso Genro. Eu defendia até o adiamento das eleições, mas quem defendia essas teses foi vencido”, afirmou, após participar de almoço com a direção da Bovespa, em São Paulo. “É uma perda muito grande para o PT, porque Tarso é um grande quadro”, complementou.

Delcídio afirmou que vai apoiar o atual secretário-geral do PT, Ricardo Berzoini, cuja candidatura, em substituição à de Genro. “Sou representante do Campo Majoritário e, acima de tudo, disciplinado. Uma vez colocada a candidatura de Berzoini, vou apoiá-la”, declarou.

Delcídio também disse entender que a desistência de Tarso não pode representar uma vitória do deputado José Dirceu (PT-SP), que se recusou a tirar seu nome da chapa do Campo Majoritário, como queria Genro. “Ninguém ganha. Todos perdemos. Não se trata somente do contexto partidário, mas também do futuro do partido”, analisou.

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