Escolas particulares páram nesta sexta e podem deflagrar greve - WSCOM

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Educação

01/05/2008


Escolas particulares páram nesta sexta

Mais de 95 mil estudantes das escolas particulares da Paraíba – exceto Campina Grande – vão ficar sem aula nesta sexta-feira, 02/05. Os professores e trabalhadores técnico-administrativos da rede privada de ensino voltam a paralisar suas atividades para avaliar, em assembléia geral, às 10h, em frente à sede do sindicato patronal, na Rua General Osório – Centro – João Pessoa, a contraproposta dos empresários às suas reivindicações.

“Se não chegarmos a um acordo nesta sexta-feira sobre a proposta de Convenção Coletiva do Trabalho 2008, que reúne 53 cláusulas entre salariais e sociais e entregue há mais de 30 dias aos representantes dos donos de escolas, os seis mil professores e quatro mil trabalhadores administrativos das 500 escolas e 17 universidades particulares entram em todo o estado, entram em greve por tempo indeterminado”, alertou o coordenador de gestão do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino da rede Privada da Paraíba (Sinteenp/PB), Avenzoar Arruda.

Professores e demais trabalhadores das escolas particulares estão em campanha salarial desde março. Entre os principais eixos de luta categoria estão um reajuste salarial de 10% (o mesmo percentual que foi dado ao salário mínimo), e que o reajuste geral dos salários, para quem ganha acima do piso, seja a reposição da inflação (INPC) do período acrescido de 3 por cento.

O coordenador de gestão do Sinteenp/PB reconhece que houve avanços nas negociações, mas o impasse continua em relação à inclusão de novas cláusulas sociais e aos valores de reposição salarial, cuja data base é 1º de maio. “Queremos que o ensino privado respeite os parâmetros de qualidade e entre estes as condições de trabalho de docentes e técnicos administrativos”, destaca Avenzoar.

Já a diretora sindical Ana Júlia denuncia que os professores estão sendo sacrificados através da negação de seus direitos, do descumprimento de cláusulas da Convenção Coletiva do Trabalho acordada no ano passado e da falta de condições para exercerem sua função em sala de aula o que impede a prestação de um serviço de educação de qualidade.