Empresário manda matar jovem após DNA para não reconhecer filho - WSCOM

menu

Brasil & Mundo

20/09/2018


Empresário manda matar jovem após DNA para não reconhecer filho

Foto: autor desconhecido.

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento na morte de uma jovem que foi assassinada a tiros na BR-364, em Jaciara, a 142 km de Cuiabá. O resultado da investigação e as prisões foram divulgadas nessa quarta-feira (19) pela Polícia Civil de Jaciara.

Jakielly Pontes da Silva, de 25 anos, foi encontrada morta no dia 13 deste mês depois que saiu do trabalho. Ela trabalhava como operadora de caixa em uma conveniência e o corpo dela foi encontrado embaixo da motocicleta dela às margens da rodovia.

Jakielly Pontes da Silva foi morta no dia 13 deste mês — Foto: Facebook/Reprodução
Tiago Floriano de Paula mandou matar a jovem após não querer reconhecer o filho que teve com a vítima — Foto: Polícia Civil de Jaciara

Tiago Floriano de Paula mandou matar a jovem após não querer reconhecer o filho que teve com a vítima — Foto: Polícia Civil de Jaciara

A investigação apontou Tiago Floriano de Paula, de 30 anos, que é dono de um lava a jato na cidade e teve um relacionamento com Jakielly, foi o mandante do crime. Ele não queria reconhecer a paternidade do filho que teve com a vítima.

Os dois executores do crime também foram presos: João Vitor Pereira dos Santos, de 18 anos, e Gilmar Oliveira dos Anjos, de 25 anos. Os três suspeitos confessaram o crime.

Investigação

Segundo a Polícia Civil, Jakielly retornava do trabalho em uma moto quando foi surpreendida por dois homens que disparam cinco vezes na direção dela. A vítima morreu no local sem chance de ser socorrida. Os dois homens fugiram sem levar nada.

A jovem era uma pessoa trabalhadora, mãe de três filhos, e não tinha rixas ou problemas que pudessem motivar o assassinato, conforme avaliou a polícia.

Os policiais civis descobriram que Jakielly havia entrado na Justiça com uma ação de reconhecimento de paternidade para que Tiago reconhecesse a paternidade do filho deles, de oito meses.

No dia 10 de setembro, durante uma audiência no fórum de Jaciara, Tiago se recusou a reconhecer voluntariamente a criança. Dois dias depois, Jakielly e Tiago forneceram material genético para exame de DNA. Na madrugada do dia 13, Jakielly foi assassinada.

Tiago foi localizado no lava a jato e negou qualquer tipo de envolvimento no crime.

Confissão

O delegado responsável pelo caso, João Paulo Praisner, pediu a prisão temporária do suspeito, que foi decretada e cumprida ainda no dia 13 de setembro.

Gilmar Oliveira dos Anjos confessou o crime — Foto: Polícia Civil de Jaciara

Gilmar Oliveira dos Anjos confessou o crime — Foto: Polícia Civil de Jaciara

Ao ser interrogado novamente na terça-feira (18), Tiago confessou o crime. Afirmou à polícia que contratou os funcionários João Vitor e Gilmar para matarem a jovem.

Ele prometeu o pagamento de R$ 2 mil para João e R$ 1,5 mil para Gilmar.

A motivação, de acordo com Tiago, era porque Jakielly entrou na Justiça para o reconhecimento da paternidade do filho.

João Vitor Pereira dos Santos confessou que atirou na jovem — Foto: Polícia Civil de Jaciara

João Vitor Pereira dos Santos confessou que atirou na jovem — Foto: Polícia Civil de Jaciara

João Vitor e Gilmar também tiveram a prisão decretada e foram presos na quarta-feira (19). O primeiro foi preso tentando fugir de Jaciara e o segundo foi preso no lava a jato de Tiago.

Ao serem interrogados, eles confessaram o crime. João Vitor confessou que atirou na jovem e Gilmar afirmou que pilotava a moto usada no assassinato. Eles confirmaram em depoimento que foram contratados pelo patrão e que receberiam a recompensa em dinheiro.

A Polícia Civil pretende concluir o inquérito sobre o assassinato em 30 dias.

G1