Empreendedores lucram com o período da Copa - WSCOM

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Economia & Negócios

09/06/2006


Empreendedores lucram com o período

Antes mesmo do Brasil entrar em campo na Copa do Mundo 2006, os empreendedores brasileiros já estão comemorando os negócios realizados. Aproveitando o clima de ‘brasilidade’ que acompanha o período da copa, os empresários paraibanos aliam os seus produtos ao desejo dos torcedores que festejam, vão aos bares, enfeitam suas casas e ruas e, sobretudo, se vestem com as cores da nossa bandeira, para não ficarem de fora do tão esperado hexa-campeonato da seleção.

A Copa do mundo sempre tende a aquecer a economia brasileira, pois as pessoas ficam mais propícias ao consumo. O empresário de confecção e serigrafia Wericksson Pereira, mostra-se animado com o aumento de suas vendas durante esse período.

“Está sendo minha primeira experiência vendendo artigos que remte à Copa. Em média estamos fazendo de 3 a 4 mil camisetas por semana, o que me fez duplicar o número de funcionários e aumentar o faturamento em torno de 80%, superando todas as minhas expectativas. Não tem nem como comparar com o mesmo mês do ano passado”, ressalta.

Um dos itens mais vendidos nesse período é a camiseta personalizada com as cores brasileiras. “O torcedor literalmente veste a camisa da seleção. É o brinde mais usado, por ser barato e agradar o consumidor. Também tem as empresas e instituições que trocam o velho uniforme de seus funcionários, para entrar no clima da copa. Já Fabricamos 1500 camisetas com esse perfil”, comenta Ricarte Barreiro, dono de uma empresa fabricante de uniformes.

Caso de sucesso – Se, para os torcedores mais fanáticos, 1994 representou a redenção do futebol brasileiro, depois de 24 longos anos na fila de espera pelo quarto título mundial, para Maria José da Silva, então gerente de uma indústria de sucos, aquele ano marcou sua estréia no mundo do empreendedorismo. Surgia naquele já longínquo 94, a Artesanato das Bandeiras – pequena fábrica de bandeirolas da cidade paraibana de Sapé, a 45 Km de João Pessoa.

“Comecei o ano fazendo bandeirolas para uma livraria e aproveitei a Copa do Mundo de 1994 para produzir as bandeirinhas do Brasil, que eram acopladas nas janelas dos veículos”, recorda. Ousada, ela investiu R$ 30 mil de suas economias para divulgar o produto e não se arrependeu. “Foi arriscado na época, mas deu certo e ajudou na continuidade da empresa”, diz.

Tanto deu certo que nas Copas seguintes, 1998 e 2002, as bandeirinhas para acoplar nas janelas de carros viraram mania nacional. Para a Copa deste ano, Maria José resolveu apostar na inovação. Criou uma bandeirinha com uma espécie de tampa, equipamento que evita o furto das peças. “Muitos clientes reclamavam que as peças eram retiradas com facilidade. Aí decidimos investir nesse novo formato”, explica.

Apesar de ser um evento sazonal, Maria José diz que as oportunidades de negócio com a Copa do Mundo não devem ser desperdiçadas.

Ela explica que planeja tudo de forma a não prejudicar o atendimento à carteira fixa de clientes, formada por órgãos públicos, prefeituras, livrarias e lojas de material esportivo. “Mas não é possível fechar os olhos para um evento como esse. Só na última Copa, na Coréia e Japão, produzi cerca de 100 mil bandeiras, volume que espero repetir nessa, já que os jogos ocorrerão em horários mais compatíveis com os do Brasil”, diz.

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